Berço de influenciadores digitais, Brasil está na mira de empresas estrangeiras Bruno Mello 17 de julho de 2023

Berço de influenciadores digitais, Brasil está na mira de empresas estrangeiras

         

ViralNation e Spark investem no país e dão dicas quem quer se adaptar às demandas atuais

Berço de influenciadores digitais, Brasil está na mira de empresas estrangeiras
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Com a maneira predominante que a tecnologia vem ganhando espaço na vida das pessoas, não é estranho que algumas empresas mundo afora se especializem nesse segmento e em tudo que o mundo digital é capaz de abranger. Seja em grandes centros tecnológicos ou em locais menos conectados, o fato é que a todo momento tem alguém acessando alguma informação online ou até consumindo o conteúdo de algum digital influencer, profissão que virou febre no Brasil, onde surgem novos talentos todos os dias.

Vendo as oportunidades, companhias internacionais especializadas em Marketing, mídias sociais, criadores de conteúdo e tecnologia tem buscado se aperfeiçoar e, ainda, têm enxergado em solo brasileiro um berço de influenciadores digitais. A Viral Nation_Talent é uma delas, que enxerga no país uma grande oportunidade a ser trabalhada.

“Expandir nossa gama completa de serviços para influenciadores digitais para o Brasil é um marco emocionante para a Viral Nation_Talent. Temos experimentado um crescimento incrível na comunidade de criadores e uma dedicação inabalável dos seus públicos ao redor do mundo. Ao trazer nossa expertise e recursos para esse mercado vibrante, estamos comprometidos em ajudar os criadores no Brasil a alcançar novos níveis e aproveitar o seu vasto potencial”, disse Jonathan Chanti, presidente e diretor de crescimento da Viral Nation_Talent na Viral Nation.

Setor que só tende a crescer

O mercado de influência tem apresentado um cenário de crescimento promissor. Com o aumento do investimento no ramo – houve um salto de mais de 700% de 2016 a 2021, passando de US$ 1,7 bilhão para US$ 13,8 bilhões, segundo a Influencer Marketing Hub – o Brasil já superou a marca de 500 milhões de influenciadores digitais, com ao menos 10 mil seguidores, de acordo com a Nielsen.

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Apenas no Instagram, estima-se que o Brasil conte com 10,5 milhões de influencers. Esses dados comprovam que empresas que buscam se aprimorar para atender essa demanda, assim como a Viral Nation, possuem grandes chances de obter crescimento exponencial. Não à toa, no casting da companhia estão nomes bastante conhecidos entre os influenciadores, como Julio Cocielo, Talitah Sampaio e Leticia Gomes, influenciadora de beleza e moda conhecida por suas perfeitas transformações através de maquiagens.

Para quem está do lado de dentro dessa indústria, tudo que vem sendo feito é uma evolução natural, principalmente no Brasil, que ganha destaque dia após dias. Para Fabio Gonçalves, diretor de criadores de conteúdo internacional da Viral Nation, os serviços exclusivos em 360 graus da empresa ajudarão mais criadores a maximizar seu potencial e, pensando nisso, eles anunciaram a expansão de seus serviços, permitindo que eles atinjam cada vez mais pessoas e diversifiquem seus conteúdos. Aparentemente, esse será o foco da empresa:

“Com a comunidade de criadores brasileiros experimentando um crescimento rápido, acompanhado de audiências altamente engajadas na região, estamos animados para atender à demanda  de serviços mais abrangentes que apoiam e amplificam com sucesso as carreiras dos criadores de conteúdo de hoje”, comentou Fabio.

Boas práticas para o setor

Para dominar o marketing de influência, disciplina usada para conectar marcas e clientes e auxiliar na decisão de compra, é preciso entender as melhores práticas para direcionar as ações. As principais orientações sobre o assunto foram compartilhadas com exclusividade pela Spark, empresa especialista em apoiar marcas a se potencializarem nas plataformas sociais, durante a 3ª edição do Spark Talks.

Com o tema “Influencer Marketing Data-driven”, o evento ampliou o debate e a troca de conhecimentos entre empresas, anunciantes, agências e influenciadores, como Lucas Rangel, Marcela Montellato e Joyce Kitamura. Foram abordadas oportunidades e perspectivas do mercado de influência para o segundo semestre de 2023, além de aprendizados com base em dados oriundos das campanhas realizadas pela Spark.

“Tivemos casa cheia em duas sessões para falarmos sobre o que considero o assunto mais importante do nosso segmento, que é o amparo das estratégias em dados. É um movimento de maturação de mercado”, afirma Rafael Coca, co-fundador e CSO (Chief Strategy Officer) da Spark.

A Spark elaborou orientações para contribuir com o crescimento no setor:

1) Tenha muita clareza do seu objetivo ao fazer campanhas com influenciadores. Esse é o primeiro passo para direcionar curadoria, plataformas e formatos.

2) Quando os conteúdos são orgânicos, não some alcance entre publicações e conteúdos. Use impressões e visualizações para entender o impacto da sua campanha.

3) As taxas de alcance e de engajamento são fundamentais para comparar performance entre influenciadores e conteúdos.

4) CPM e CPE são métricas importantes para negociação com influenciadores e podem direcionar contratações por performance.

5) Você começou a mensurar o poder dos influenciadores nas campanhas? Lembre-se de plugar as pesquisas disponíveis das plataformas de mídia quando os assetes forem os creators.

6) E o ROI? É um cálculo que precisa ir além do clique no link, então se você espera ter essa visibilidade, tenha todos os dados de forma organizada para entender a jornada do início ao fim.

7) A análise qualitativa dos conteúdos é um verdadeiro tesouro. Ela ensina a gente as boas práticas de conteúdos para melhorar ainda mais a performance.

8) TikTok não é Reels e Reels não é TikTok. Não reposte conteúdos, cada plataforma tem seus recursos e o algoritmo leva isso em consideração.

9) No TikTok o conteúdo é o principal. Usar o TTCM para descobrir nomes que estão bombando na plataforma é o melhor caminho. Mas lembre-se de que o conteúdo precisa se adequar à plataforma e não o contrário.

10) Stories com links, caixinhas de perguntas, enquetes… use & abuse dos recursos de engajamento. Não esqueça de colocar o link desde o primeiro step, de legendar e destacar os seus call to actions!

11) Step bonificado não significa vitória. Há um quarto de perda de audiência depois do terceiro step, então controle a emoção no briefing ou aumente o escopo de conteúdos se você precisa falar muitas coisas.

12) Os microinfluenciadores são muito próximos das suas audiências e sua marca pode fazer parte dessas comunidades. Pense no relacionamento a longo prazo para tornar essa relação ainda mais verdadeira.

13) Influenciadores maiores ajudam a aumentar a base de seguidores de uma marca. Pense no collab com carinho, mas cuidado com o post-sac!

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