Transformação interna: o ponto-chave para o Marketing Ágil Bruno Mello 14 de fevereiro de 2023

Transformação interna: o ponto-chave para o Marketing Ágil

         

Metodologia ágil é mais facilmente implementada em culturas ágeis e não se dá bem com hierarquias rígidas

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Melhorar a eficiência de processos e áreas internas de uma operação: um objetivo que pode ser alcançado a partir da implementação de métodos ágeis. Dito isto, surge a questão: o que é preciso para integrar a agilidade à rotina de trabalho em uma empresa?

A resposta passa pela ideia de transformação – mudanças que, por si só, poderão alterar a mentalidade operacional e quebrar a típica rigidez da hierarquia no trabalho. Ao contrário do que acontece em modelos operacionais tradicionais, no método ágil, erros são comumente abraçados como parte do processo, pois contribuem para o aprendizado dos times multidisciplinares envolvidos na implementação de estratégias que visam sanar deficiências específicas.

Por isso, as metodologias ágeis são mais facilmente implantadas em culturas de trabalho guiadas pela filosofia de melhoria constante. Além disso, deve-se ressaltar um ponto de extrema importância: a agilidade deve extrapolar as paredes do Marketing e permear todos os setores da operação. “Ao olharmos para uma área de marketing, pensamos em projetos, geralmente multidisciplinares, que tem a colaboração como natureza. Então, a utilização de um método que tem exatamente isso na sua concepção pode ajudar muito”, afirma Marcelo Nascimento, Especialista em Metodologias Ágeis, em bate-papo com o Clube Mundo do Marketing.

O papel da cultura

Se podemos considerar a cultura uma força coercitiva amigável, então, diremos que esta organização será, por meio de seu poder unificante, a responsável por fazer com que os colaboradores de uma empresa assimilem e incorporem certos fazeres em sintonia com os objetivos da operação.

Por isso, para empreendimentos que desejam implantar as metodologias ágeis, a construção de uma cultura pautada pela agilidade torna-se um passo fundamental. “A cultura da agilidade está voltada para a melhoria contínua, que acredita que um processo, um método ou um colaborador sempre poderá ser melhorado”, explica Nascimento.

A importância da construção de uma cultura compatível com a agilidade pode ser explicada de maneira simples: os métodos de uma empresa só serão considerados ágeis caso pessoas ágeis encabecem o planejamento e a aplicação das estratégias. “Não existe empresa ágil – existem pessoas ágeis que constroem um ambiente ágil. Mesmo assim, vale ressaltar que uma empresa nunca será 100% ágil, porque sempre haverá espaço para melhoria. Trata-se de uma evolução contínua”, reflete o Especialista.

(Re)fazendo estruturas

Realidade no núcleo de muitas empresas, a hierarquia operacional tradicional – caracterizada pelo fluxo de ordens de cima para baixo e pela rigidez entre os setores – pode inviabilizar a incorporação das metodologias ágeis. 

Isso porque a citada rigidez afeta diretamente um dos diferenciais mais notáveis em empresas que já aderiram ao Marketing ágil: a organização de pessoal em squads (ou times) multidisciplinares, responsáveis por abordar e solucionar desafios específicos. “Esses grupos de trabalho vão conter pessoas de várias áreas que tenham afinidade com o desafio – RH, operação, produto, Marketing e várias outras. Com isso, cria-se um time multidisciplinar, que vai atacar o problema em questão”, destaca.

Quando comparados aos times tradicionais em operações totalmente hierárquicas, os squads obtêm resultados satisfatórios com maior rapidez. Isso se deve, entre outras coisas, à possibilidade de aprendizado em grupo. “Uma vez terminado um processo, o grupo terá passado por uma imersão. Esse aprendizado faz com que este grupo se torne um especialista em um certo tipo de desafio. Posteriormente, os membros já conhecerão os objetivos, já terão conhecimento sobre o projeto e já terão validado as ideias; assim, o tempo necessário para o desenvolvimento é muito menor, porque os detalhes já foram definidos e as dúvidas já morreram”, finaliza Nascimento.

Durante o bate-papo com o Clube Mundo do Marketing, Marcelo Nascimento destaca, também, o papel de ferramentas úteis a diversos processos ágeis, como o Design Thinking e o Design Sprint. Além disso, ele cita três erros comuns na aplicação das metodologias ágeis. Para acessar a conversa, clique aqui:

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