Ontem, uma rede social marcada – e por vezes criticada – pelas dancinhas; hoje, uma poderosa ferramenta de Marketing Digital. Assim pode ser descrita a transformação do TikTok, plataforma cada vez mais relevante para a construção de parcerias entre marcas e influencers.

A citada transformação pode ser comprovada por números: em 2023, a preferência pelo TikTok para a realização de campanhas com influencers cresceu 30,4% em comparação ao ano passado e chegou à 66% das empresas participantes de uma pesquisa realizada pela Influency.me sobre o segmento de influência no Brasil.

Segundo Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o crescimento demonstra que o TikTok se consolidou no Brasil e conta com a aceitação dos brasileiros, realidade comprovada pelas altas taxas de engajamento alcançadas em publis na plataforma, a penetração da rede social no mercado e o alto tempo de uso do aplicativo.

Cabe ressaltar que a consolidação do TikTok reverbera tendências internacionais. No mercado britânico, por exemplo, a plataforma chinesa se consolidou como a principal rede social para a aquisição de produtos e serviços, um impulso que impacta principalmente, mas não exclusivamente, a Geração Z.

Globalmente, números divulgados pela plataforma apontam que os usuários do TikTok são 15% mais simpáticos à probabilidade de comprar de produtos de pequenas e médias empresas em comparação ao índice declarado por usuários de outras redes sociais.

O Mercado de Influência 

Em consonância ao crescimento do TikTok, a pesquisa da Influency.me aponta o aumento do volume de investimentos em Marketing de Influência no último ano. O número de empreendimentos que investem mensalmente na modalidade subiu 20%, enquanto a lista de empresas que investiram valores acima dos R$ 500 mil aumentou em 5%.

Gastos maiores, por sua vez, permitem às marcas formar squads maiores. Em 2022, a maior parte das empresas (47%) contrataram até cinco influenciadores por campanha. Em 2023, a maior parte das marcas (39%) contratou entre seis e 10 influenciadores por campanha.

Já as projeções para o ano que vem apontam que 66,7% das empresas respondentes pretendem aumentar os investimentos em Marketing de Influência. Ao mesmo tempo, 30,3% pretendem manter os investimentos no mesmo patamar, enquanto somente 3% pretendem reduzir o orçamento alocado para a modalidade.

Para Azevedo, os números oferecem um diagnóstico bastante positivo sobre o estado do Marketing de Influência no país. O CEO ressalta que os aumentos são um reflexo da confiança no poder da influência, partindo do princípio de que, atualmente, a esmagadora maioria das pessoas que acessam a Internet seguem fielmente a seus influenciadores favoritos.

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