O mercado de beleza foi consolidado como um dos terrenos mais férteis para a ascensão de influenciadores digitais. Não por acaso, o Brasil é a casa de influenciadoras como Virgínia Fonseca e Bianca Andrade, que utilizaram o poder adquirido em plataformas como o Instagram para dar início a empreendimentos milionários no ramo.

Mas qual é o real impacto dos influencers nesse nicho tão específico? Para responder a pergunta, a plataforma Traackr, dedicada ao Marketing de Influência, lançou um relatório baseado no mercado britânico – e que pode ser adaptado às realidades de outros mercados globais – para entender os efeitos causados pelos influencers sob o comportamento de compra de diferentes gerações.

Dados da pesquisa endossaram aspectos já conhecidos e trouxeram luz a novos. Por exemplo, 70% dos consumidores entrevistados pela Traackr disseram que não comprariam um produto de uma marca ou deixariam de seguir um influenciador caso estes dissessem ou fizessem algo que entrasse em conflito com os seus valores. Por outro lado, 63% dos respondentes afirmaram que as chances de compra aumentariam caso um influenciador conhecido e confiável participasse da publicação de um produto.

Segundo Holly Jackson, Diretora Global de Estratégias com Influencers da Traackr, o poder dos influencers no mercado de beleza pode ser explicada por três princípios principais: o storytelling, que encaixa os produtos comercializados ao lifestyle idealizado pelos influenciadores, o equilíbrio entre conteúdos educacionais e aspiracionais e, finalmente, os preços comumente mais baixos encontrados neste mercado, que fazem com que os produtos de beleza atraiam um número significativo de pessoas.

Quanto aos canais preferidos para receber publicidade, os consumidores elegeram plataformas de mídia social como o Instagram, YouTube e o Facebook como as ideais. Neste contexto, a pesquisa constatou uma divisão de preferências entre diferentes gerações: enquanto os Millenials preferem consumir e criar conteúdos no Facebook e no Instagram, a Geração Z se mostra mais propensa a interagir com o YouTube e o TikTok.

Tais preferências trazem impactos diretos ao comércio social, sendo o YouTube a rede social preferida para a pesquisa de itens de desejo e o TikTok a principal rede de aquisição. Em função disso, a Geração Z é 12% mais propensa a adquirir produtos na plataforma chinesa em comparação aos Millenials.

Para Jackson, a eficiência do TikTok se apoia em dois pilares: primeiro, a plataforma é encarada como um espaço para a criação de conteúdos autênticos e não filtrados desde a sua origem, tornando-o perfeito à experimentação, mesmo quando se trata de publicidade. Segundo, a ferramenta TikTok Shop facilita os cliques em um links diretos para a compra de um produto visto na plataforma, o que pode impulsionar os gatilhos do imediatismo dos consumidores.

*Com informações de CosmeticsDesign Europe

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