Raio X do mercado de Marketing e Comunicação no Brasil Bruno Mello 3 de março de 2023

Raio X do mercado de Marketing e Comunicação no Brasil

         

Estudo realizado pela Cortex em parceria com o Mundo do Marketing mapeia as principais características das agências de Marketing e Comunicação no país

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Onde estão? Quem são as pessoas que trabalham nelas? Qual é o porte, a idade, e o nível de adoção tecnológica? Dirigindo o foco destas perguntas para as empresas que compõem o mercado de Marketing e Comunicação no Brasil, o estudo Marketing em Foco, realizado pela Cortex em parceria com o Mundo do Marketing, mapeou e detalhou a atuação das operações em território nacional.

Atualmente, no país, mais de 180 mil CNPJs estão ativos entre agências de Marketing e Comunicação. Deste total, mais de 20% estão na cidade de São Paulo. A capital paulista abriga 4.651 unidades que se dedicam exclusivamente ao ramo e outras 40 mil que oferecem serviços relacionados à área – como atividades de produção cinematográfica, consultoria, publicidade e Marketing direto, por exemplo.

Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, CEP para 1.346 agências de Marketing e Comunicação e 13,6 mil operações que prestam serviços relacionados, seguido por Belo Horizonte, que ocupa a terceira posição no ranking de agências dedicadas (705), mas perde para Brasília (4,4 mil) e para Curitiba (4,1 mil) na classificação de unidades que prestam serviços ligados à área (4 mil).

O que diz o pessoal?
Em duplas, trios ou solo – assim opera a grande maioria, ou 11.700, das agências de Marketing e Comunicação no Brasil. Em seguida, aparecem as 1.390 empresas que abrigam entre quatro e 50 funcionários. Deste ponto em diante, os dados indicam uma sequência de quedas drásticas, interrompidas por um aumento surpreendente.

Na margem de 51-200 funcionários, encontram-se 130 agências. 57 empregam entre 201-500 e apenas uma agência possui funcionários o suficiente para se encaixar no recorte 501-1000. Em seguida, nove agências possuem algo entre 1001-5000 funcionários e, novamente, apenas uma emprega mais de 5000.

Os dados da pesquisa evidenciam, também, que o número de profissionais contratados por uma agência está ligado ao faturamento da operação. No Brasil, quase 80% de todas as agências de marketing e comunicação ativas são microempresas, com faturamento de até R$360 mil e a maioria possui de 1 a 3 funcionários.

Fatores de sobrevivência e expansão das agências

Analisando o valor total do faturamento, o estudo da Cortex indica que 78,3% das agências brasileiras são microempresas, 14,8% são pequenas, 1,2% médias e 5,7% grandes. Neste cenário, 16.920 agências acumularam valores entre R$ 0 e 360 mil, enquanto apenas nove faturaram cifras acima dos 500 milhões de reais.

Não raro, os índices de faturamento refletem também na longevidade das agências. Dados coletados pela pesquisa apontam um decréscimo gradual no número de empresas que continuam em atividade ao longo dos anos. Das operações iniciadas em 2018, por exemplo, apenas 956 continuam ativas em 2023. Este fenômeno pode ser explicado, principalmente, pela rigidez dos anos iniciais para um negócio, que são comumente onerosos e oferecem poucas oportunidades de crescimento significativo.

Outro fator que pode contribuir para a continuidade das atividades de uma agência é a maturidade digital. Essa característica se baseia na construção de uma presença virtual e na adoção e atualização de ferramentas digitais, como Cloud Providers, CRM, Automação de Marketing, emprego de Inteligência Artificial, entre outros. 

Baseando-se na frequência de utilização dessas ferramentas, o estudo indica que 6,8% das empresas de Marketing e Comunicação apresentam baixo nível de adoção tecnológica. Por outro lado, 72,3% das operações fazem uso médio da tecnologia, enquanto 20,9% têm alta adoção.

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