A marca é um dos ativos mais importantes de uma empresa. Não é à toa que muitas estratégias são focadas na reputação e a percepção que o mercado tem delas. De acordo com a Interbrand, consultoria global de marcas, Itaú, Bradesco, Skol e Brahma são as marcas mais valiosas do Brasil, obedecendo critérios como alinhamento, empatia e presença.

As quatro primeiras posições do ranking do estudo Marcas Brasileiras Mais Valiosas 22/23  repetem o apontamento do ano anterior, reforçando a potência histórica de bancos e cervejas. No topo da lista está o Itaú, com valor de marca estimado em R$ 44,3 bilhões, seguido respectivamente por Bradesco, com R$ 28,6 bilhões; Skol, com R$ 18,8 bilhões; Brahma, com R$ 13,3 bilhões e, por fim, Banco do Brasil, com R$ 10,3 bilhões. Somadas, as 25 marcas que compõem o ranking ultrapassaram o valor de R$ 153 bilhões, representando um crescimento de 6% na comparação com a edição anterior.

Entre os destaques da atual versão do estudo está o Nubank, que estreou na tabela logo após a sua abertura de capital, já ocupando a 7ª posição, com valor de marca estimado em R$ 3,8 bilhões. Desde o início de suas operações no Brasil, a empresa abraçou a missão de lutar contra a complexidade do segmento para empoderar as pessoas, gerando admiração, confiança e afinidade com o seu público. 

Fatores de crescimento

Em comum, as marcas com maior crescimento na atual edição do estudo apontam três fatores principais como catalisadores do resultado positivo: alinhamento, empatia e presença. De acordo com Beto Almeida, CEO da Interbrand, alinhamento é o quanto a organização está comprometida com a mesma estratégia. Empatia é o quanto a empresa responde de forma ativa e eficaz aos desejos e necessidades do consumidor e, por fim, a presença se relaciona ao quanto a marca é considerada e relembrada no momento de decisão de compra.

O executivo aponta ainda que as marcas de maior crescimento do estudo foram “as que souberam se adaptar às rápidas alterações comportamentais de seu público nesta era onde a rapidez e certeza da mudança dão forma ao novo normal”.

Por fim, vale ressaltar que as cinco primeiras marcas do ranking representam 75% do valor total da tabela, enfatizando o longo caminho que essas empresas percorreram ao tentar garantir a presença constante na mente dos clientes. As categorias mais representativas da lista são: serviços financeiros (59%), bebidas alcoólicas (22%) e varejo (12%).

Sobe e desce

Na comparação com o ranking anterior, a marca que apresenta o maior crescimento é a Renner (14%). Embora tenha subido apenas uma posição, de 12ª para 11ª, seu valor de marca saiu de R$ 1,7 bilhões para R$ 1,9 bilhões. Além do crescimento em seu lucro líquido, superando os níveis pré pandemia, o estudo mostra que a Renner se solidificou como referência em seu segmento, admirada, e cada vez mais conectada com pautas emergentes, inovações e o compromisso com a sustentabilidade. 

Além da varejista de moda, apenas outras sete marcas apresentaram crescimento de dois dígitos: Localiza (13%), PagSeguro (13%), Atacadão (13%), Hering (12%), Assaí (11%), Porto Seguro (11%) e Drogasil (10%). Apesar disso, o varejo, setor que mais cresceu nos últimos anos, foi impactado nessa edição pela queda significativa do valor de marca da Lojas Americanas, que saiu da 10ª para a 19ª posição. 

Os últimos fatos relacionados aos resultados da companhia no início de 2023, incluindo as inconsistências contábeis e o processo de recuperação judicial, foram determinantes para a avaliação no ranking. Embora as informações financeiras utilizadas no estudo sejam referentes aos anos de 2021 e 2022, a força de marca da Lojas Americanas sofreu um grande impacto, que resultou em uma desvalorização de 53%, tendo hoje como valor estimado R$ 844 milhões. 

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