Conheça as preferências dos brasileiros na hora do almoço Bruno Mello 3 de maio de 2023

Conheça as preferências dos brasileiros na hora do almoço

         

Pesquisa Alimentação Hoje, da Galunion, indica quatro gatilhos principais que influenciam consumidores na escolha do local de alimentação

Conheça as preferências dos brasileiros na hora do almoço
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Muitos fatores impactam diretamente nas escolhas dos brasileiros na hora do almoço, dentro e fora de casa. Para desmistificar esta parte específica dos hábitos de consumo no país, a Galunion conduziu 1.045 entrevistas que deram base à pesquisa “Alimentação Hoje: A Visão do Consumidor”. A publicação aborda as decisões e preferências alimentares de membros das classes A, B e C.

O primeiro panorama montado pela pesquisa foi pautado pelos locais frequentados pelos respondentes com a intenção de se alimentar em dias úteis. Nesse sentido, fazer refeições em casa é a opção preferida por 57% dos membros da classe C. Enquanto isso, 44% da classe A preferem os restaurantes self-service, e 41% da classe B tem predileção pelos restaurantes de serviço rápido.

Outro fator crucial para a escolha do local do almoço é a motivação – ou as motivações. A pesquisa indica quatro gatilhos principais que influenciam os consumidores a consumir presencialmente em bares, restaurantes, lanchonetes e outros locais do foodservice: o primeiro deles, “encontro com familiares”, é relevante para membros de todas as classes e, por isso, foi citado como um motivo válido para sair de casa por 64% dos consumidores entrevistados.

Novidades e conveniência

Em seguida, o gatilho “pratos/menus novos, inovadores, não reprodutíveis em casa”, foi destacado por 51% dos membros da classe B e 49% dos membros da classe A. Fechando a lista, as motivações ditadas pelo desejo de frequentar “ambientes com conceitos novos e interessantes” e pela percepção de comodidade em um “almoço conveniência/necessidade” foram mais ressaltadas pela classe A, com 40% e 42% das menções, respectivamente, e apresentam empate técnico na classe C, com 30%.

“Percebemos que ao deixar uma pergunta em aberto, em relação aos ingredientes ou pratos que os tinham surpreendido positivamente nos três últimos meses que antecederam à pesquisa, “peixe cru” ficou entre os itens mais citados, além de Pimenta, Páprica, Açafrão e Açaí. Talvez isso indique a falta de conhecimento e experimentação de algumas culinárias, como a japonesa, além do acesso econômico”, analisa Simone Galante, fundadora e CEO da Galunion.

A pesquisa também perguntou o que as pessoas pediriam aos donos de restaurante. As duas principais respostas foram associadas ao lançamento de produtos mais baratos e gostosos e ao não sacrifício da qualidade, sendo mais relevantes a questão do acesso econômico vir junto com o sabor para os respondentes das Classes B e C, e a questão da qualidade para os respondentes da Classe A.

“Como conclusão inicial, identificamos que a Classe C é relevante em seu hábito de consumir alimentação preparada fora do lar, seja no consumo no local ou fora do local dos estabelecimentos, e há uma diversidade de culinárias e ocasiões de consumo mais preponderantes”, aponta Simone Galante.

Outro cenário relevante indicado pela pesquisa diz respeito à “alimentação pressionada pelo tempo”, muito comum aos trabalhadores que cumprem horário de almoço. Neste recorte, o serviço rápido é o local mais frequentado, citado por 38% dos respondentes. No entanto, existem divergências quanto ao segundo lugar deste ranking. Os restaurantes de self-service são a preferência do total da amostra, mas para 31% dos membros da classe C a melhor opção, neste contexto, é fazer refeições em casa.

“Em um momento em que se discute aspectos importantes da reforma tributária em nosso país, olhar as necessidades desta classe social e os pedidos que fazem aos donos de restaurante nos revelam que nosso trabalho de manter o setor o mais competitivo possível, com acesso às tendências e inovações para redução de desperdícios, preservação do sabor e da qualidade dos alimentos e proporcionar custos menores é muito importante e merece atenção de todo nosso mercado para que haja prosperidade no setor de alimentação preparada fora do lar (foodservice)”, conclui a executiva.

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