Setor de apostas liderou o volume de patrocínios-master aos clubes do Brasileirão em 2023 Bruno Mello 2 de fevereiro de 2024

Setor de apostas liderou o volume de patrocínios-master aos clubes do Brasileirão em 2023

         

Pesquisa IBOPE Repucom também indica a boa performance do setores financeiro e de saúde na lista de patrocinadores das equipes

Setor de apostas liderou o volume de patrocínios-master aos clubes do Brasileirão em 2023
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Em 2023, o setor de apostas esportivas liderou o volume de patrocínios-master aos clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro. Das 20 equipes participantes, 12 contavam com uma marca do setor no espaço nobre da camisa. Contando outras modalidades de patrocínio, empresas de apostas estiveram presentes nos uniformes de 19 das 20 equipes, exceto o Cuiabá.

Por outro lado, o número de marcas do setor envolvidas com o Brasileirão caiu de 16, em 2022, para 12 no ano passado – uma queda de 25%, conforme apontam os dados divulgados pelo estudo IBOPE Repucom. O levantamento mostra que, desde o início da temporada 2023 até o término do Campeonato Brasileiro, os clubes estamparam 117 patrocinadores diferentes em seus uniformes, volume 26% menor em relação a 2022 (159).

O IBOPE aponta o decréscimo no volume de marcas patrocinadoras na última temporada em comparação a 2022. A principal explicação, segundo o instituto, é o descenso para a Série B de duas das três equipes com maior volume de patrocinadores em 2022 (Ceará e Juventude) e a diminuição na ordem de 60% pelo segundo ano consecutivo no volume de patrocínios pontuais. Em 2023 foram apenas sete patrocínios pontuais, contra 20 em 2022 e 48 em 2021.

Neste contexto, a taxa de permanência das marcas patrocinadoras na Série A permaneceu em 50% pelo terceiro ano consecutivo – de um pool de dez marcas que patrocinaram em 2022 algum clube, cinco permaneceram em 2023, seja em acordos regulares, pontuais ou fornecedores de material esportivo.

Para Arthur Bernardo Neto, diretor de desenvolvimento de negócios do IBOPE Repucom, a redução pode estar relacionada ao fato de que uniformes menos sobrecarregados proporcionam maior destaque e prestígio aos patrocinadores-master, que pagam aos clubes a maior quota de patrocínio.

Neto destaca, também, que a exploração de outras propriedades, como as digitais e conteúdos exclusivos, assim como a participação em eventos de arena como hospitalidade em dias de jogos, oferece oportunidades para a entrada e diversificação de patrocinadores de diferentes portes e segmentos.

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