Marketing Pessoal na Venda Direta 5 de dezembro de 2007

Marketing Pessoal na Venda Direta

         

Marketing Pessoal na Venda Direta

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<p><strong>Marketing Pessoal na Venda Direta</strong></p><p>Por Marcelo Alves*</p><p>Refletindo sobre que tópico abordar neste mês, recordei-me de um episódio ligado à Venda Direta que me aconteceu no Natal de 1984, e que ilustra muito bem a importância de uma atividade que a cada dia mais todo mundo se preocupa em praticar, mas que é indispensável para o sucesso de quem quer atuar na Venda Direta: o Marketing Pessoal.</p><p>No Natal de 1984 tive “acidentalmente” meu primeiro contato com os produtos de uma empresa do segmento — empresa que hoje, passados 23 anos desse episódio, é uma das gigantes nacionais no mercado da Venda Direta. Naquele mesmo ano fui presenteado por uma namorada com um dos famosos “kits/estojos de Natal” da (então) única linha masculina dessa empresa. Eu desconhecia o produto e a marca, jamais imaginando que seis anos depois eu estaria trabalhando nessa empresa, onde fiz carreira por 10 anos, o que agregou uma experiência de relevância definitiva em minha formação e desenvolvimento profissional.</p><p>Encantei-me com a apresentação diferenciada do produto — um estojo em forma de nécessaire, e o diferencial do design das embalagens do desodorante, creme de barbear e creme pós-barba. Devido a isso e à qualidade dos produtos, decidi me tornar cliente dessa marca. Os produtos vinham em frascos menores, promocionais, para compor o estojo de tiragem limitada e alusivo à época natalina. Quando os mesmos acabaram, no momento da reposição, consultei minha namorada para que ela me desse o contato da vendedora, ou a contatasse ela própria, pois eu queria repor os produtos. Ela então me informou que a pessoa não havia deixado nenhum cartão nem forma de contato, ela havia aparecido na rua onde ela morava, e oferecido os estojos de porta em porta (nada mais natural para reforçar o conceito porta-a-porta que caracteriza nosso negócio…), e ela, assim como algumas vizinhas, havia se interessado e comprado. </p><p>Fiquei frustrado com essa primeira dificuldade em repor os produtos, receando que pudessem ser produtos de difícil reposição — por sorte, acabei conseguindo acessar uma outra revendedora dessa empresa, colega de trabalho de minha mãe.</p><p>Esse episódio chama a atenção por ressaltar a falha que essa revendedora cometeu, não só para com todos novos clientes que acabara de conquistar, mas principalmente para consigo mesma como profissional de vendas, pois ela acabou perdendo a venda de reposição de todos aqueles que compraram seus estojos de natal — que é uma forma clássica dessas empresas conquistarem novos clientes através dos presentes de natal. </p><p>De nada adiantou todo o esforço dessa revendedora em convencer seus potenciais clientes da qualidade e diferenciais do produto, pois após todos confirmarem esses argumentos na pratica ela própria perdeu a oportunidade de colher os frutos de sua procura criativa e abordagem vendedora por falta de divulgação de seu contato! Ela simplesmente deixou de investir tempo, atenção e esforço no SEU marketing pessoal. Ela poderia ter deixado um cartão pessoal com cada comprador e ter colado uma etiqueta nos kits que vendeu e que foram dados de presente, para fidelizar não só os compradores efetivos, mas também as pessoas presenteadas. </p><p>Essa atitude é fundamental para quem trabalha com Venda Direta, uma vez que não há ponto de venda, não há loja fixa; quem gostar de seus produtos e de seu atendimento vai querer contatar você novamente…. e essa oportunidade, esse impulso não pode ser desperdiçado, numa atividade tão competitiva pela conquista de cada cliente. </p><p>Na época desse episódio, na condição de consumidor eu só me preocupei em procurar outra revendedora, mas tempos depois, já atuando no segmento, lembrei dele e usei-o em uma reunião de equipe como um “case”, pois consegui ver nele um exercício prático do que não se deve fazer, entendendo como um detalhe aparentemente pequeno e simples pode fazer toda a diferença para os resultados de venda e para a conquista da satisfação do cliente.</p><p>Espero que essa história seja útil e inspiradora para os interessados e mesmo para os profissionais já atuantes na Venda Direta, neste final de ano, que é o período mais significativo e crítico para os resultados das empresas do segmento de Venda Direta — já que, em média, no nosso segmento, mais de 40% dos resultados de vendas e das metas do ano se realizam nos últimos 45 dias do ano, com as promoções especiais das campanhas de Natal.</p><p>A todos que se interessam por esta coluna e pela Venda Direta, aproveito para desejar boas festas e muito sucesso no seu marketing pessoal, para garantir um 2008 pleno de novas conquistas, em todos os sentidos!</p><p>* Marcelo Alves é diretor de marketing da DirectBiz Consultants, a primeira consultoria estruturada a atuar de forma especializada em Venda Direta no Brasil. E-mail: <a href="mailto:alves@directbiz.com.br">alves@directbiz.com.br</a>  </p><p><span class="texto_laranja_bold">Acesse</span><br /><a href="http://www.directbiz.com.br" target="_blank">www.directbiz.com.br</a></p>


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