Mais de 60% dos trabalhadores contratados em regime de CLT chegam ao fim do mês sem conseguir pagar as contas básicas com o salário recebido. É o que indica a terceira edição do levantamento “Hábitos e Impactos da Saúde Financeira dos Trabalhadores”, realizada pelas fintechs Zetra e SalaryFits, em parceria com a empresa de pesquisas On The Go.

A pesquisa classificou os gastos dos brasileiros em três tipos: essenciais, necessários e supérfluos. A ala das despesas essenciais inclui moradia – aluguel/condomínio – alimentação básica, saúde, higiene, impostos, energia elétrica, internet, gás, transporte, manutenção da casa e seguros – contas que extrapolam as condições financeiras de boa parte da amostra.

Já a classe dos custos necessários inclui os gastos com combustíveis, assinaturas de TV a cabo ou plataformas de streaming, enquanto o grupo das despesas com supérfluos inclui a renovação das mensalidades ou associações à academias ou clubes, gastos com viagens, artigos de luxo, tratamentos estéticos e bebidas alcoólicas.

Para remediar a situação, 24% dos entrevistados recorrem ao cartão de crédito ou buscam algum trabalho paralelo. Outros 16% recorrem ao cheque especial, que possui uma taxa média de juros de 7,96% ao mês, para complementar a renda. Outros 10% apelam para empréstimos bancários para cobrir suas despesas.

Para Renan Diego, especialista em investimentos, as crises causadas pela falta de orçamento no final do mês são uma consequência, sobretudo, da falta de planejamento quanto ao uso do salário. Diego ressalta que é possível separar de 10 a 20% da quantia para uma reserva de segurança, depois buscar colocar o padrão de vida mensal dentro de 60 a 70% do salário e, finalmente, destinar 20% do valor para o lazer da família.

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