Como monetizar sua carreira como criador de conteúdo Bruno Mello 28 de novembro de 2023

Como monetizar sua carreira como criador de conteúdo

         

Luis G. Evangelista dá dicas para quem quer se profissionalizar no Marketing Digital

Como monetizar sua carreira como criador de conteúdo
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Já teve aquela sensação de olhar para pessoas que se deram muito bem financeiramente fazendo coisas que você poderia fazer igual ou melhor? Me coloco no seu lugar como criador de conteúdo e suspeito que isso já tenha passado pela sua cabeça. Minha ideia, com esse artigo, é te tirar da posição de achar que esse mundo ideal é inacessível. Você pode, sim, monetizar os seus conteúdos na internet e eu vou contar como.

Tem muita gente no mundo criando conteúdos e isso é bom. Atuar num mercado que, mesmo novo, já tem musculatura, aumenta a perspectiva de crescimento e abre outros campos a explorar. Pense que somos nós que estamos construindo essa história!

Segundo a Factworks for Meta, somos 300 milhões de criadores no mundo. No Brasil, batemos os 20 milhões – e ganhamos bem! A Husky fez um estudo e apurou que, em média, os “influencers” recebem US$ 6.316 por mês. Os mais bem posicionados podem ganhar mais de US$ 100 mil mensais.

Claro que essa realidade não nasceu do dia para a noite – por mais novo que seja o mercado. Teve uma construção e vou falar um pouco sobre como tudo começou, pois só assim, você vai entender por que é tão importante saber conversar com as marcas e, principalmente, ter ciência do que elas esperam de você.

O que hoje em dia a gente conhece como creator economy nasceu no YouTube, onde o pessoal começou a postar vídeos, à princípio por puro prazer pessoal de expressar uma ideia, uma nova forma de tocar guitarra ou um jeito incrível de fazer maquiagem. Só que esses vídeos engajaram e entraram na vida das pessoas, e ninguém esperava por isso.

Os smartphones ficaram mais integrados ao universo da internet e as plataformas passaram a lançar versões mobile. O crescimento do volume de pessoas criando vídeos começou a chamar a atenção dessas plataformas, que passaram a monetizar os criadores para incentivá-los a criar mais, inserindo as marcas ativamente nesse processo. Criadores de conteúdo, plataformas e marcas deram um grande match e, em poucas palavras, esse “empurrão” inicial fez com que a creator economy  nascesse.

Você tem noção do quanto esse modelo de negócios foi inovador e, em pouco mais de dez anos, mudou para sempre a relação entre pessoas e marcas?  A fila que o YouTube puxou, cresceu. Várias plataformas, como TikTok, Kwai e Twitch, levam diariamente conteúdo para milhões e milhões de pessoas. Mas a cara desse ecossistema que mudou o nosso jeito de consumir informação, entretenimento e produtos, é a do criador.

O conteúdo digital ocupou o espaço da tv aberta. Não é à toa que Luciano Huck e Celso Portioli, entre outros apresentadores, estão trazendo influenciadores para os seus canais para tentar salvar suas audiências. As marcas, por sua vez, querem contratar os criadores para usarem seus produtos e representá-las.

Criadores de conteúdo fazem parte do dia a dia das marcas. O estudo da Eletronic Hub mostra que os brasileiros passam 9h32 com o celular na mão consumindo conteúdo, sendo que 22% estão nas redes sociais (TikTok, Facebook e Instagram. Só perdemos para a África do Sul, com 9h38min.

Dito tudo isto, agora vamos às dicas:

– Esse é um conselho muito pessoal: se você está começando, tenha uma fonte de renda fixa. Não é do dia para a noite que você vai conseguir pagar as contas com o seu trabalho de criação.

– Invista na sua carreira de influenciador digital, compre periféricos, faça reviews do que comprou para incrementar o cenário.

– Combine diferentes estratégias de monetização. Tente fazer um combinado com programas de afiliados, venda de produtos, de cursos e assim por diante.

– Estude possíveis parcerias com as marcas e a utilização da publicidade. Pense em você como um produto e porque as empresas podem querer te contratar.

– Não espere que as marcas venham atrás de você. Crie a sua proposta e apresente o seu produto. Mesmo que você ainda não tenha trabalhado em nenhuma parceria, faça uma proposta para as marcas. Para isso, crie propostas atrativas.

– Equilibre a quantidade de publicidade com conteúdo para não se prejudicar. Tenha sempre um storytelling interessante para garantir um bom engajamento e não transformar o seu canal num classificado de anúncios – que se tornaria muito chato.

– Venda de produtos digitais, cursos, ebooks, edição de fotos etc. O mercado é grande e bons produtos estão em alta. Isso vai atrair as pessoas para o seu site, com banners de outras empresas que estão anunciando. Resumindo, crie produtos digitais e crie uma experiência valiosa.

Audiência engajada

Quando uma marca contrata um influenciador, ela não está tão preocupada com o número de seguidores. O que importa, de fato, é o número do engajamento. Imagine a seguinte situação: uma marca quer falar com um público menor e percebe que você tem engajamento, as pessoas comentam os seus posts, você interage e os seus likes são condizentes com o número de seguidores. Isso é o que vai chamar a atenção dessa empresa.

O que quero dizer com isso é que, mesmo que você tenha apenas mil seguidores no Instagram, pode ser um micro ou nano influenciador. Outra boa situação: se você mora numa cidade do interior e tem 3 mil seguidores super engajados na sua rede social, um comércio local pode se interessar pela sua audiência e te fazer uma proposta. Aposto que você aumentaria o faturamento da loja, o que abriria horizontes para ser contratado para falar de outros produtos dela.

Claro que a visualização no YouTube ou no TikTok é importante, mas não é o caminho se você está começando a monetizar como influenciador digital. Cultive o relacionamento com o público, responda comentários. Deixar a preguiça de lado vai valer a pena! Promova produtos de forma autêntica e estude sobre programas de afiliação.

Não é tão difícil monetizar na internet, mas você precisa criar as estratégias, entendendo a importância da análise de dados de produtos, de engajamento da sua rede social. É assim que você vai ver de maneira mais clara o que precisa melhorar.

Olhe os cenários, explore o ChatGPT para fazer perguntas, por exemplo, sobre como monetizar com o programa de afiliados ou quais os produtos são mais utilizados pelo público brasileiro na Amazon. Um monte de dicas vão te inspirar e ajudar a encontrar o caminho que funciona para os seus canais. E, lembre-se, que diariamente novos produtos e empresas chegam nesse mercado. Até o Twitter anunciou recentemente que vai começar a monetizar os criadores de conteúdo!

Pra fechar, deixo aqui meu principal conselho: não caia na história de que criação de conteúdo e monetização é só para quem tem muito seguidor. Acreditar que é possível é essencial para conseguir!

* Luis Gustavo Evangelista é publicitário, mestrando em negócios internacionais pela University Canada West, pós-graduado em gestão de negócios pela ESPM e em User Experience Design pela TERA. Atualmente, vive no Canadá, é partner e Head de Desenvolvimento de Negócios na Husky, fintech de pagamentos internacionais para profissionais PJ e criadores de conteúdo. Reconhecido pela ABCOMM em gestão de marketing digital de alta performance, possui mais de 11 anos de experiência atuando com marketing online e comunicação em marketplaces, empresas de tecnologia e fintechs.


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