Community-Led Growth ou CLG, o guia definitivo da nova estratégia de crescimento. O que isso significa?

O CLG é uma estratégia de go-to-market e growth, está relacionada com a forma que empresas escolhem se relacionar com seu público-alvo, seja para captação de novos clientes ou relacionamento com eles. Ou seja, enquanto muitas empresas dependem unicamente do time de vendas e/ou do marketing digital em si, existem empresas que utilizam do engajamento dos leads e dos clientes para gerarem novos produtos e vendas.

Além disso, o CLG torna a empresa algo que entretém e traz pertencimento para as pessoas, que “estão ali” por gostarem da marca ou das pessoas que “frequentam”.

Como isso ocorre?

Na prática, isso ocorre a partir de um produto que é desenhado para ser colaborativo entre os clientes e assim gerar mais insights e formas de trazer soluções para o mercado. Um exemplo é o Discord (aplicativo gratuito de comunicação que permite que você converse por voz, vídeo e texto com amigos, comunidades de jogos e desenvolvedores), eles tem um modelo de produto para facilitar a comunicação de seus clientes, porém traz diversos recursos para que eles consigam criar novas soluções de comunicação e conversação. 

Por exemplo, é possível criar salas personalizadas com níveis de permissão de acordo com o “Dono”, BOTs que os usuários podem programar para notificar informações e até fazer alguns comandos dentro do grupo, como consultar alguma informação no site da empresa ou no banco de dados.

Essa estratégia de desenvolver um produto quase co-criado com seus usuários e prospects vai em linha ao atual momento que estamos vivendo, onde temos fácil acesso a conteúdos e informação, e isso torna mais complexa a estratégia de aquisição e engajamento. Portanto, é fundamental a necessidade de trabalhar com hiper personalização das soluções para se manter atrativo no mercado.

Tendência

Inicialmente o Community-Led Growth, assim como seu irmão mais velho, o Product-led Growth (PLG), nasceram em um universo de empresas de software as a service. Ou seja, empresas que vendem serviços intangíveis, totalmente digitais ou em nuvem, um exemplo é o google drive. 

Se por um lado o Product-led Growth (PLG) se limitava a entrega de proposta de valor no produto, o Community-Led Growth pode transitar em diferentes esferas e tipos de empresas. Desde uma Edtech até empresas de produtos físicos podem usar o CLG para fomentarem o uso de seus produtos e trazerem multidões de curiosos/interessados até eles.

E a comunidade?

Não é de hoje que o digital  está dominando nossas vidas, e essa integração só tende a aumentar. Afinal, estamos conectados desde a hora que acordamos, fazemos compras, estudamos, trabalhamos, nos comunicamos e relacionamos – tudo dentro do mundo online. Com isso, as comunidades digitais tornaram-se uma tendência e um modelo fundamental na construção de uma presença digital forte para uma empresa ou marca. 

Portanto, uma marca que possui uma comunidade engajada consegue alavancar diversos aspectos do negócio em si, desde os indicadores de aquisição via indicação (referral marketing) da empresa até estratégia e concepção de produto, deixando ele mais customizado e resolutivo para o mercado. Outro aspecto é o aumento do engajamento em pesquisas de satisfação e retenção uma vez que o negócio passa a criar uma legião de embaixadores da marca. A própria comunidade amplia a visibilidade, o reconhecimento e a autoridade do produto.

Além disso, as comunidades geram a possibilidade de vender mais para os mesmos clientes, reduzindo os gastos com marketing, mídia paga, além de elevar as recomendações que as pessoas fazem – o ‘’famoso” marketing boca a boca.

Não menos importante, há uma relação direta e proporcional entre o sucesso de um produto e o sucesso de uma comunidade. Quando pessoas se juntam e trocam experiências sobre um serviço, software ou o que for, elas melhoram o uso e conseguem resultados melhores, além de darem feedbacks constantes.

Portanto, Community-Led Growth faz parte do Community Marketing, que é uma ressignificação para as empresas. Em mundo em que cada vez mais as pessoas buscam muito mais por experiências, além de apenas produtos e serviços, essa é uma excelente estratégia para engajar, reter e vender mais.  

*Camely Rabelo, Co-founder Escola Exchange – Hipnoterapeuta corporativa, especialista em vendas e liderança, coach de carreira há mais de 10 anos. Atuou por 14 anos no mercado de tecnologia. Tem como missão desenvolver profissionais para alcançarem seu potencial máximo e acelerar o plano de carreira.