Imagine-se caminhando pela praia, debruçado sobre a janela do ônibus ou tomando um banho revigorante após um longo dia de trabalho. Agora, pare um momento e tente se lembrar: quantas boas ideias já lhe vieram à cabeça em situações como essas? 

Gratuito, versátil e democrático, o exercício do pensamento pode ser a semente para grandes ideias. De maneira geral, o pensar livre e relaxado nos leva a refletir sobre coisas pessoais – principalmente as que nos fazem falta, as que nos incomodam e as que desejamos – e isso é perfeitamente natural. O que muitos não talvez não saibam é que tais reflexões podem se tornar grandes oportunidades de empreendimento: caso sejam acompanhados por um direcionamento estratégico, os pensamentos podem ajudar a indicar carências mercadológicas, como ações, serviços ou até mesmo novos produtos.

A Pipó, marca brasileira de pipocas gourmet, é um exemplo disso. “Estava caminhando um dia na praia, sem filtro nenhum, e pensei ‘eu amo pipoca’. Trazendo o pensamento para a Terra, percebi que pipoca é um produto com margem. Pensei nos cinemas, onde o pessoal cobra 30 reais por um alimento cujos ingredientes são muito básicos e baratos. Então, me perguntei: ‘será que dá para fazer um produto pronto, criar uma marca e trazer valor agregado?’”, conta Adriana Lotaif, sócia fundadora da Pipó. 

Neste ponto, vamos separar os pensadores em dois grupos distintos. Aos que ainda não esbarraram em uma “ideia de milhões”, continuem pensando e, se preciso, abusem do brainstorm. Já aos que já encontraram ideias promissoras, mas ainda não sabem o que fazer com elas, três palavras: pesquise o mercado. 

O que pesquisar no mercado? Hábitos de consumo e carências mercadológicas, como citado, podem servir como indicadores iniciais para o desenvolvimento de ideias capazes de preencher lacunas específicas. Estes dois indicadores foram basilares para o desenvolvimento da Pipó. “Pesquisando, descobri que o Brasil é o país que mais consome pipoca no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Assim, identifiquei a oportunidade. Havia consumo, havia o hábito, mas o produto [pipoca pronta] não existia por aqui”, acrescenta Adriana.

Após identificar o potencial para a receptividade do produto no Brasil, foi preciso conhecer as melhores formas para comercializar algo que, até então, era inédito no país. Para este fim, observar de perto as práticas deste mesmo mercado, já consolidado em outro país, foi o sinal verde para o início do empreendimento. “Nos Estados Unidos já havia um mercado muito desenvolvido: grandes marcas, muitas embalagens, vários sabores, enfim, uma infinidade de produtos. Assim, resolvi ir até lá para pesquisar e, basicamente, validei a ideia e percebi que era possível trazer o negócio para o Brasil”, finaliza a Sócia Fundadora.

Em sua participação no Clube Mundo do Marketing, Adriana Lotaif detalhou o processo de criação da Pipó e trouxe insights para empreendedores que possuem baixo orçamento para a criação de uma marca. Além disso, a Sócia Fundadora falou sobre os elementos responsáveis por construir o diferencial de marcas e produtos. Clique aqui para acessar:

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