10 tendências que irão desenhar 2024 baseado nos hábitos dos consumidores Bruno Mello 10 de janeiro de 2024

10 tendências que irão desenhar 2024 baseado nos hábitos dos consumidores

         

Ana Paula Krainer, Executiva de Marketing e Parceira do Mundo do Marketing, traz um olhar sobre algumas das tendências mais promissoras para o novo ano

10 tendências que irão desenhar 2024 baseado nos hábitos dos consumidores
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O ano já começou, momento em que vários relatórios de tendências das diferentes casas e institutos já foram lançados e nesse contexto, trago aqui a minha seleção e curadoria dos 10 principais comportamentos que irão guiar marcas e negócios nesse ano de 2024.

 1. A personalização passa a ser extrema

Produtos, conteúdo e campanhas “de prateleira” não funcionam mais. A personalização continuará a evoluir, especialmente com Inteligência Artificial (IA) e a análise de dados permitindo comunicações altamente específicas. Com isso, passamos a ter uma personalização extrema, feito especialmente para você, no seu momento e no seu lugar. Os consumidores esperam conteúdo que dialogue com suas necessidades e desejos individuais. Desafio maravilhoso para times de produto e comunicação que viram seus trabalhos mudarem radicalmente com esse comportamento.

 2. Inteligência artificial como a ferramenta para personalização e automação

A Inteligência Artificial continua com tudo e segue como uma ferramenta muito importante para customizar em grandes escalas e segmentar em nichos. Ela está cada vez mais sofisticada e traz análises de dados mais avançadas para a tomada de decisão. Trabalhos rotineiros podem ter a ajuda da IA para dedicar o tempo para o correto prompt e o uso do pensamento crítico e da criatividade. Nesse contexto, temos também um consumidor que não aceita mensagens e experiências que não estejam 100% fluidas. Fica a dica.

3. Vamos ouvir podcasts cada vez mais nichados

Falando em segmentação e customização, os últimos dois anos representaram um boom no mundo dos podcasts e o ano de 2024 servirá como um importante momento de concretização do conteúdo por áudio. Mais do que isso, o conceito de videocast se fortalecerá, com conteúdos nichados, focando nas demandas específicas de cada segmento e público-alvo. Eu adoro e já incluí isso na minha rotina, seja no tempo de deslocamento, seja nas caminhadas ou a academia. Grande oportunidade de comunicação de marcas e serviços para falar com públicos bem específicos.

 4. O detox digital se torna recorrente e para todos

Já vemos frequentemente criadores de conteúdo e influenciadores em momentos de “detox digital”, mas agora, esse comportamento passa a ser mais massivo, devido aos benefícios que alguns dias longe das telas e das conexões geram.

 5. Marcas abraçando causas e responsabilidade social continuam imperativos

A busca por marcas com propósito e que tenham causas bem definidas continuará a crescer. Os consumidores esperam que as empresas demonstrem compromisso com causas sociais e ambientais e resolvam problemas da nossa sociedade, com uma postura protagonista em relação a isso. Não basta ter uma marca bacana, um produto de alta qualidade, os consumidores exigem mais. As marcas que incorporarem a responsabilidade social na estratégia terão vantagem competitiva significativa.

6. Longevidade começa a ser algo mais recorrente e alcançável

Avanços na área da saúde, medicina preventiva, melhor qualidade dos alimentos, importância dos exercícios e com o seu bem-estar abrem uma avenida para alcançarmos uma vida mais longeva. Chegar aos 100 anos passa a ser uma possibilidade, algo possível de alcançar e mostra um caminho para marcas e serviços que atuam nesses segmentos. Para inspiração, vale assistir à série da Netflix: Viver até os 100 anos – o segredo das zonas azuis.

7. A proteção e privacidade de dados: nem tudo pode.

Aumento de regulamentações contra as grandes empresas de tecnologia para proteger os dados e a privacidade das pessoas online passa a ser algo mais intenso. Benefícios para os consumidores que passam a estar menos vulneráveis.

8. Depois da influência, a “desinfluência” ganha força.

Cansados de ouvir o que comprar e por qual motivo, muitos consumidores sentem falta de autenticidade e também humildade no discurso das marcas. Esses foram os pontos essenciais que deram origem a uma tendência de “desinfluência”, onde os influenciadores e criadores de conteúdo dizem aos seus seguidores as razões pelas quais não devem comprar um produto ou serviço, e o que deveriam comprar ou fazer em vez disso.

9. Consumidor ultra-racional

A miscigenação dos canais de compra fez com que os consumidores tenham uma grande facilidade de pesquisar, comparar preços, tamanhos, disponibilidades e marcas, entre outros atributos. Conseguem facilmente ler os reviews, ver como os produtos são feitos e como os serviços são executados. Esse comportamento, somado às recessões econômicas, fazem termos um consumidor ultra-racional, muito mais analítico, o que deixa a compra por impulso, muito mais difícil de acontecer. Ele tem a informação como seu guia de compra.

10. Micro comunidade, muito engajadas

Há bastante tempo se fala nas comunidades, a poderosa influência que uma boa conexão e o engajamento podem gerar através de uma comunidade bem construída. O que muda agora é que elas ficam, assim como falei dos podcasts, ainda mais específicas, nichadas, com uma conexão ainda maior e mais frequente. Como se você estivesse no grupo do whatsapp dos seus melhores amigos. Algumas diferenças são que, muitas vezes elas passam a ser pagas, gerando fontes de renda para os criadores de conteúdo, além da publicidade.

*Ana Paula Krainer é Executiva de Marketing e Parceira do Mundo do Marketing

Ana Paula Krainer


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