A pergunta que todos têm se feito (secretamente ou não): IA é confiável? Bruno Mello 7 de junho de 2024

A pergunta que todos têm se feito (secretamente ou não): IA é confiável?

         

Andrea Miranda discute sobre as implicações da IA no mercado e propõe uma reflexão sobre o uso da ferramenta pelos profissionais

A pergunta que todos têm se feito (secretamente ou não): IA é confiável?
Publicidade

Recebi do meu sócio um vídeo produzido com recursos de IA, e devidamente assim divulgado, do cantor country americano Johnny Cash, cantando Barbie Girl com aquela sua voz e com seu estilo inconfundíveis. Há quem possa argumentar que a música foi lançada em 1997 e que o cantor, morto em 2003, teria tido tempo de re-gravá-la, mas não, não é o caso. O importante aqui, para mim, é a reflexão sobre o que poderia ter acontecido, se ao invés de divulgar como sendo um vídeo produzido com auxílio de IA, tivessem alardeado que seria a última gravação do ídolo, encontrada numa caixa em seu sótão?

A pergunta aqui é como nós, seres humanos, vamos conseguir distinguir a verdade do fake, em um futuro próximo, quando não será mais tão óbvio quanto o vídeo do Johnny Cash. Quando uma notícia for plausível, como reconhecer se é fato mesmo ou não? Imagine que em pouco tempo, existirão vídeos nos quais a imagem da pessoa terá sido totalmente construída com IA. Ah, mas podemos ver então se está no canal real, oficial e certificado da pessoa: parece um caminho. Mas e se for sobre alguém já falecido, ou se for um dado histórico? E se for uma pequena mudança num vídeo ou áudio, mas que mude completamente o contexto da informação? Quem é que vai certificar tudo isso?

Bem, a própria IA tem sido lapidada também com o uso de GAN – Generative Adversarial Network (muito bem nos explicado neste artigo pelo Caio Camargo), que basicamente são duas redes, interagindo entre si, uma criando conteúdo e a outra avaliando o que foi criado. Será que teremos que criar uma terceira, certificando o que as outras duas produziram? Onde fica a linha fina deste limite?

Será que chegaremos em uma sociedade que não mais confiará em nada que for digital? E retornaremos a um mundo analógico, onde tudo se resolve no “olho no olho”? Ou será que vamos encontrar um meio “imburlável” para garantir a veracidade de cada informação digital?

Agora, mais do que apenas eu refletir sobre o que tenho visto sobre IA, quero saber de você leitor, o que você tem se questionado sobre IA, me conta aqui na rede social!

Publicidade

*Andrea Miranda é Cientista de Computação, com mais de 30 anos de experiência em TI aplicada ao marketing digital e publicidade. Além disso, é cofundadora e CEO da STANDOUT, empresa de trade marketing digital e referência em inteligência no setor. Andrea é reconhecida como Winning Women’21 pela EY e também Top 3 no Empreendedorismo Feminino pela 100 Open Startups.


Publicidade