Uma década de transformações 24 de maio de 2011

Uma década de transformações

         

Yaffa Assouline e Christophe Rioux fazem um resumo das mudanças no mercado

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Yaffa AssoulineAs principais mudanças mundiais na última década que impactaram o Luxo. Este foi o tema abordado por Yaffa Assouline, Fundadora do Assouline Media e Editora-Chefe do luxuryculture.com, e Christophe Rioux, Diretor do MBA Gestão do Luxo do ISC Paris, durante palestra no Atualuxo 2011. A apresentação destacou datas que influenciaram o mercado nestes 10 anos, como a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 11 de dezembro de 2001.

Uma das transformações consequentes do período foi a passagem do poder para gerações mais jovens. “Nas histórias das famílias, sempre há sucessão. O mesmo acontece nas empresas”, diz Rioux. Um dos gigantes do setor, o Grupo PPR, que controla marcas como Balenciaga, Yves Saint Laurent e Gucci, foi assumido por François-Henri Pinault, em 2003. No mesmo ano, outra potência do Luxo, o Grupo LVMH, ganhou um reforço familiar. Bernard Arnault convidou a filha Delphine Arnault para estar ao seu lado nos negócios da empresa.

As mudanças também impactaram o contexto e o cenário das grifes do Luxo. “Em 22 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent apresentou sua última coleção com lágrimas nos olhos. Durante a coletiva de imprensa, o estilista confessou que não compreendia mais o mundo. Ele não estava bem nessa atmosfera, não entendia que as finanças realmente passassem a dominar a criação”, ressalta Yaffa.

Em uma década, o Luxo também viu seus ícones se aventurarem por outros mercados. Karl Lagerfeld foi o primeiro estilista a criar uma coleção em parceria com uma loja de departamento, em ação com a H&M. O chamado “Mastígio”, termo que combina as palavras “massa” e “prestígio”, é a associação do valor das marcas de Luxo ao mercado de massas e também foi a aposta de Lagerfeld quando associou seu nome à Coca-Cola, em uma edição especial da Diet Coke.

Christophe RiouxA Revolução Digital
A cultura de massas também influencia o Luxo por meio da internet. Com o Facebook, criado em 2004, Mark Zuckerberg levou as marcas a entrarem na guerra por mais seguidores. Empresas como Burberry contam com mais de quatro milhões de fãs na rede social. “O Youtube é um estímulo à exibição. Um fenômeno capaz de fazer e desfazer vidas e reputações”, acredita o Diretor do MBA Gestão do Luxo do ISC Paris.

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A era da exibição, potencializada pela web, levou empresas a investirem em verdadeiros monumentos para promoverem suas marcas. Em 2005, a Louis Vuitton inaugurou sua megastore na Champs-Élysées e colocou modelos nuas no meio de malas. “Não se trata de uma boutique de luxo, mas de um museu de arte contemporânea. Há sempre artistas”, explica a Fundadora do Assouline Media e Editora-Chefe do luxuryculture.com.

Em 2007, foi a vez da Fendi inovar e promover um mega desfile na Grande Muralha da China. “Modelos desfilaram no único monumento que pode ser visto do espaço. Foi um símbolo da continuidade da entrada da China na OMC”, destaca Rioux. A partir do estudo das principais transformações do Luxo na última década, os palestrantes também desenvolveram os 10 mandamentos do setor para 2012, como “Consultarás as redes sociais”, “Combaterás a falsificação”, “Apoiarás o desenvolvimento sustentável” e “Inventarás o Luxo do futuro”.


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