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Desconhecimento sobre o Metaverso faz maioria de comentários sobre o assunto serem negativos

Setor de moda foi o mais engajado nas redes em relação à nova tecnologia desde a sua aparição na última edição da Fashion Week, em março de 2022

Por Redação - 14/06/2022

Muito se fala sobre o Metaverso nas redes sociais e plataformas de mídia atualmente. A tendência é que toda atividade se transforme em entretenimento por meio dessa tecnologia, que deve amplificar a experiência digital, espelhando o mundo real no ambiente virtual. O tema suscitou debates na web ao longo dos últimos dois anos, alcançando 2.300% mais menções a partir de outubro de 2021, quando o Facebook se apresentou ao mercado como Meta. Entretanto, ainda há muitas dúvidas sobre o que essa combinação de realidades pode representar.

Os números foram registrados pela Comscore, que elencou os destaques a respeito do novo mundo virtual na América Latina. O relatório da companhia indica que, entre março de 2020 e março de 2022, o México liderou o número de menções sobre o Metaverso (27%) na região, em seguida estiveram o Brasil (22%), Argentina (19%), Colômbia (11%), Chile (11%) e Peru (5%).

Ao analisar mais de 350 tópicos diferentes relacionados ao Metaverso, a Comscore também elencou os assuntos que geraram mais de 92% das publicações sobre o tema nas redes sociais nestes dois anos: mais de 39% trazem referência ao Facebook/Meta, 17% são sobre o uso da realidade virtual, 15% estão relacionados a empresas e negócios e 11% aos NFTs (Tokens Não Fungíveis). Em relação ao tom dos comentários sobre a tecnologia, 39% ainda são negativos.

“Graças à tecnologia de realidade aumentada e realidade virtual, o Metaverso é um lugar que torna possível melhorar a experiência online, desde as atividades de compras até encontros com os amigos, ou mesmo na forma de transações com ativos digitais e NFTs. É por isso que as conversas sobre o tema giram em torno de múltiplas variáveis que contemplam e tornam possível a sua existência. Contudo, devido a dúvidas e incertezas que instigam os consumidores, apenas 24% dos comentários nas redes em relação ao Metaverso são positivos”, relata Ingrid Veronesi, diretora sênior da Comscore para Brasil.

Moda lidera

O infográfico da Comscore mostra, ainda, quem são os setores mais engajados com a tecnologia na região e descobriu que Moda aparece em primeiro lugar. O grande volume de menções na categoria se deve ao fato de que, em março de 2022, ocorreu a primeira edição do Metaverso na Fashion Week, com desfiles programados com a ajuda da plataforma de realidade virtual Decentraland. Neste período, foram registrados 1.134 menções sobre o Metaverso nas redes, atreladas principalmente às marcas participantes do evento. Outros setores que também se engajaram ao Metaverso nas plataformas digitais foram: automotivo, bebidas, mídia, artes e bens imobiliários.

Quem está investindo

Apesar de ter tomado as redes recentemente, algumas empresas já apostam no Metaverso como estratégia de negócios. Em 2014, o Facebook adquiriu a empresa Oculus, de óculos de realidade virtual. Desde então, implantou múltiplas iniciativas destinadas a criar um mundo virtual e, em 2021, mudou seu nome para META.

No Google, o foco de curto prazo da companhia parece estar ligado à realidade aumentada, uma vez que a empresa ainda não encontrou uma saída satisfatória para o assunto - especialmente após sua última grande falha neste campo com os óculos de papelão e a plataforma Daydream View VR.

A Epic Games tem os jogos Fortnite, Minecraft e Roblox como alguns dos mais populares nos últimos anos, que permitem construir mundos virtuais. Em 2021, a companhia anunciou que irá levantar fundos para desenvolver a narrativa metaverso em seus títulos. A Microsoft, por sua vez, tem os óculos HoloLens 2 como um de seus elementos centrais. Além disso, em 2021, a empresa estreou o Microsoft Mesh, um software de realidade mista que permite conexão virtual.

“O Metaverso certamente dominará as novas interações entre marcas e consumidores. Mesmo trazendo muitos questionamentos a respeito do futuro social e das relações humanas, essa inovação envolve uma ampliação da conexão entre pessoas, representadas por seus avatares, por meio da tecnologia. Essa crescente fusão entre real e virtual deve transformar completamente nossos hábitos de consumo”, conclui Ingrid.
 

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