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Empresas aumentarão investimentos em tecnologia em 2022

Pesquisa feita pela Deloitte aponta que as incertezas no âmbito político e econômico assustam, mas não paralisam decisões nas empresas

Por Redação - 09/02/2022

Mesmo com incertezas no ambiente de negócios, as organizações continuarão investindo em Transformação Digital, capacitação profissional e melhoria contínua de suas operações. Somente assim elas vão se manter competitivas em um contexto de mudanças tão relevantes como o atual. É o que mostra a pesquisa "Agenda 2022" elaborada pela Deloitte.

O estudo mostrou que mais da metade das empresas (53%) pretende aumentar o quadro de funcionários, enquanto 18% preveem a manutenção do quadro atual sem substituições; 24% devem manter o quadro com algumas substituições; e apenas 5% devem diminuir o número de profissionais. 

Entre aqueles que devem diminuir e/ou substituir funcionários, 56% deles devem fazer as substituições por profissionais mais qualificados; 30% diminuirão para reduzir custos, 28% por causa da robotização ou automação de processos, enquanto 18% alegam a diminuição da demanda.

Investimento interno

A ampla maioria (90%) dos respondentes planeja investir em treinamento e formação de funcionários. Além disso, nove em cada dez empresas aumentarão ou manterão investimentos em qualificação tecnológica, e a maior parcela (78%) vai direcionar esses treinamentos a diversas áreas da empresa. 

Essa necessidade de maior qualificação reflete uma lacuna estrutural na formação desses profissionais. Confirma essa percepção o fato de a educação figurar como a principal demanda social do empresariado para o setor público, seguida por saúde, saneamento básico e segurança.

Investimentos em tecnologia e P&D

É alta a parcela de empresas (85%) que pretendem lançar produtos ou serviços em 2022. Ainda sobre investimentos prioritários, 70% afirmam que ampliarão ações em P&D, enquanto 53% intensificarão parcerias com startups. Em relação à expansão dos negócios, 59% devem investir na aquisição/renovação de máquinas e equipamentos, 41% em novos pontos de venda, 31% na ampliação de atuais unidades de produção e 21% na abertura de novas unidades de produção.

As seguintes iniciativas estratégicas foram apontadas por parcelas relevantes de empresas: participação em licitações e privatizações (31%), aquisição de outras empresas (22%), aquisição de produtos ou marcas (18%) e participação em concessões públicas (13%). Do total de companhias participantes, 25 organizações pretendem abrir capital (IPO, sigla em inglês para Initital Public Offering) em 2022. Já 46 empresas pretendem emitir títulos de dívidas durante o ano.

A “Agenda 2022” mapeou quais deveriam ser, de acordo com os empresários, as prioridades para o governo neste ano. No campo da economia, foram apontadas a geração de empregos, a manutenção da inflação abaixo de 5%, investimentos em infraestrutura e logística e política de juros. No âmbito do empreendedorismo, foram elencadas como prioridades as micro e pequenas empresas, a transformação digital, o crédito a empresas e a abertura e fechamento de empresas.

Da gestão pública, os entrevistados esperam reforma administrativa, combate à corrupção, desburocratização e planejamento estratégico. Em relação às regulamentações, as empresas apontaram como prioridades a reforma tributária, a legislação trabalhista, a legislação ambiental e o endereçamento de ataques cibernéticos.

A edição de 2022 da pesquisa “Agenda” contou com a participação de 491 empresas, cujas receitas líquidas totalizaram R$ 2,9 trilhões em 2021 – o que equivale a 35% do PIB brasileiro. A distribuição geográfica da amostra ocorre da seguinte forma (considerando a sede administrativa das empresas): 72% na Região Sudeste, 13% na Região Sul, 9% no Nordeste e 6% no Centro-Oeste e no Norte do País.

Do total dos respondentes, 64% estão em cargos de liderança C-Level. Adicionalmente, 33% das empresas participantes são de prestação de serviços, 15% de bens de consumo, 15% de infraestrutura, 12% de TI e Telecomunicações, 9% de Agro, Alimentos e Bebidas, 7% de serviços financeiros, 7% de comércio e 2% de mineração, petróleo e gás.

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