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O que esperar do Marketing de influenciadores em 2022

Profissionalização, Live Commerce e Pinterest são algumas das palavras-chaves para a categoria este ano no Brasil.

Por Redação - 13/01/2022

O Marketing de influência vem ganhando novos contornos no mundo todo. Enquanto na China, já se fala sobre romper a bolha deles, outros países já buscam a profissionalização dos criadores de conteúdo para extrair ainda mais o potencial deles. No Brasil, ainda há muito o que explorar nessa categoria, já que muitas agências e marcas não adotam métricas baseadas em resultados. De acordo com o chefe de influência da Ogilvy, para o The Drum, agências e criadores precisarão fornecer aos clientes uma transparência muito maior em relação a preços e medidas para que o Marketing de influenciadores realmente atinja a maioridade em 2022,

Segundo Rahul Titus, Gerente de Influência da Ogilvy, os profissionais de Marketing precisam saber que cada valor gasto em influenciadores está impulsionando o ROI. Para ele, a indústria está preguiçosa em não medir o resultado. Titus diz que, nos próximos 12 meses, influenciadores e agências terão que mudar de métricas de engajamento para métricas baseadas em resultados. Isso significa parar de aceitar capturas de tela dos dados de engajamento e sim utilizar ferramentas mais maduras.

Já o cofundador da agência influenciadora The Fifth, Oliver Lewis, aponta que 2022 representará um período de educação para os influenciadores descobrirem as compras ao vivo e entrarem no NFT e nos espaços virtuais. Lewis acredita que é o trabalho das agências e plataformas liderar a educação dos criadores.

Live Commerce

A Live Commerce é uma dessas estratégias que ainda precisam amadurecer no Brasil. Grandes marcas já vêm realizando Live Commerce e utilizando dos influenciadores para serem porta-vozes nessas apresentações. Com o carisma e uma legião de seguidores que acreditam nas recomendações dadas por eles, a ferramenta ganha ainda mais vigor: a conversão se torna natural e menos publicitária. Quando feitas no próprio perfil do influencer, a adesão é ainda maior. 

Dados da Consultoria iResearch estimam que, este ano, o live commerce chinês feche o período anotando vendas superiores a US$ 130 bilhões. Isto equivale a mais ou menos oito vezes tudo o que o e-commerce do Brasil comercializa em um ano. Mais do que isso, o número representa uma expansão de 100% sobre as vendas registradas em 2020. Diversas consultorias convergem para o fato de que, em 2022, mais de 20% de todas as vendas digitais da China ocorram durante lives.

Com o poder de vender em suas mãos, os influenciadores se tornam estratégicos para lançamentos. E aí que começou a morar o problema na China. Eles dão as cartas como querem, pedem comissões e barganham os melhores preços para seu público.  Com alta força de persuasão, os influencers concentram o tráfego de vendas em seus canais, ao invés de direcionar o consumidor para o app do fabricante ou vendedor. A marca acaba por não ter mais o poder centralizado o que a deixa, de certa forma, refém dos criadores de conteúdo. 

Por esse motivo, a China já está trabalhando para se libertar da dependência dos influenciadores, algo que ainda irá demorar para chegar no Brasil, já que por aqui, o número de influenciadores que aceitam qualquer condição das agências é grande. Os poucos que se desvencilham, são os que criam suas próprias marcas. 

Diversificação de plataformas 

O TikTok já ultrapassou o Google como a plataforma mais usada do planeta, o Pinterest está passando por um renascimento e o Twitch está atraindo 8 milhões de usuários mensais. As estratégias digitais que exigem que as marcas adotem uma estratégia individual para cada plataforma.

Titus acrescenta que, com a diversificação da plataforma, as estruturas da equipe devem ficar mais complexas nos próximos 12 a 18 meses, com mais funções sendo necessárias para apoiar uma campanha de marketing de influenciadores. Ele prevê que gastos extras serão canalizados para novas funções e equipes.

A tendência para 2022 é que o Pinterest se destaque perante os concorrentes, porque possui um bom SEO e conteúdo com longevidade. Diferente das outras plataformas em que é preciso criar conteúdo todos os dias para se manter relevante, nela ele se renova automaticamente.

*Com informações do The Drum