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Comportamento do Consumidor

Potencial de consumo das favelas: cursos técnicos ganham preferência 

Maior procura tem como motivação uma capacitação de curto prazo, já voltado para o mercado de trabalho. Pesquisa avaliou estudantes do G10

Por Redação - 15/07/2021

O acesso ao ensino superior continua muito restrito no Brasil, estabilizado em 32,7% dos jovens de 18 a 24 anos estudando, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do número, o potencial de consumo é alto. Em pesquisa inédita, o Outdoor Social Inteligência, Instituto de Pesquisas especializado na classe C, ouviu os estudantes do G10, grupo das favelas com maior potencial econômico do país. As pessoas consultadas estão matriculadas em faculdades ou cursos técnicos e revelam dados sobre o ensino superior nesses territórios.

O destaque da pesquisa vai para o potencial de consumo das favelas do G10. A cifra anual que os territórios podem gerar com cursos superiores é de R$ 75 milhões, já com cursos regulares, popularmente conhecidos como cursos técnicos, R$ 84 milhões. O potencial de consumo anual geral, ou seja, em todas as áreas chega à casa dos R$ 9,9 bilhões. 

A pesquisa releva maior aderência aos cursos técnicos. Entre os ouvidos, 60% estão matriculados. Desses, 47% possuem bolsa ou estudam em instituição pública, os outros 13% pagam pela formação. Os que cursam faculdade, são 40%, sendo 17% bolsistas ou matriculados em universidades públicas e 23% estão pagando pelo ensino.

A maior procura por cursos técnicos tem como motivação uma capacitação de curto prazo, já voltado para o mercado de trabalho. De acordo com Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social Inteligência, 40% é um ótimo índice em relação às faculdades que seguem uma crescente. Isso mostra que, cada vez mais, as pessoas desses territórios têm buscado uma vida acadêmica.

Outro destaque da pesquisa são as áreas cursadas. Quase metade (48% dos entrevistados), está em um curso de humanas, 31% na área de exatas, 20% em saúde e biológicas e 1% na área agrária.

Com a pandemia, as universidades optam pelo sistema online, contudo, 76% estão matriculados em instituições que normalmente oferecem aulas presenciais. Desse índice, 59% correspondem aos estudantes que estão em instituições fora da comunidade e apenas 17% acessam a educação em um curso oferecido dentro da comunidade onde vivem. A pesquisa também mostra que 24% realizam cursos à distância. 

Instituições de ensino citadas - Entre as instituições pagas, o ticket médio citado pelos entrevistados para as faculdades é de R$ 531,00. Já o curso técnico, é de R$ 300,00. As faculdades do grupo Laureate são as mais cursadas entre os entrevistados (14%). O grupo é responsável pelas faculdades: FMU, UNIFACS, Anhembi Morumbi, FiamFaam. Em seguida, a UNIP (10%); o mesmo percentual (10%) citaram o grupo Kroton, que lidera Anhanguera, Unime e Unopar, e a YDUQS, que lidera a Estácio e a Área; 7% citaram a rede Ser Educacional, das faculdades Univeritas e Uninassau.

Perfil dos entrevistados - O perfil dos ouvidos na pesquisa é composto 58% por mulheres e 42% por homens. A maioria, correspondente a 25% são jovens entre 15 e 24 anos. 24% dos entrevistados possuem entre 35 e 49 anos; o mesmo índice (24%), possuem 60 anos ou mais; 21% dos entrevistados têm entre 25 e 34 anos, e 6% é o índice dos que possuem 50 anos ou mais.