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Balanço do dia das mães 2021: saiba quais lições a data comercial deixa

E-commerce movimentou R$ 7 bilhões e as categorias de Moda e Acessórios foi o grande destaque. Varejo físico cresceu 6% na semana anterior à data.

Por Priscilla Oliveira - 14/05/2021

Com as restrições nas lojas físicas, os brasileiros recorreram a internet para garantir o presente de Dia das Mães. De acordo com a Neotrust, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, a data gerou um faturamento de R$ 7 bilhões no varejo digital, cifra que representa um aumento de 15% em comparação ao ano passado. O estudo leva em conta o período de 24 de abril a 08 de maio.

Apesar do aumento no faturamento, o volume de compras foi menor em relação ao ano passado. Em 2021, o Dia das Mães registrou 14 milhões de pedidos, montante 5% menor no comparativo. Apesar disso, os brasileiros gastaram mais: segundo a Neotrust, o tíquete médio teve alta de 21%, atingindo R$ 475,00.

Analisando as categorias com mais pedidos, Moda e Acessórios foi o grande destaque. Em seguida, completam o Top 5 Beleza, Perfumaria e Saúde, Artigos Para Casa, Entretenimento e, por fim, Móveis, Construção e Decoração.

Apesar desses resultados, é preciso se preparar para as próximas datas comerciais, uma vez que o Dia das Mães, sendo a principal data comercial do primeiro semestre, trouxe os resultados esperados para o período.

Veja abaixo os principais resultados do Dia das Mães por categoria:

Comércio

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Dia das Mães mostra que as vendas no varejo físico cresceram 6,0% na semana da data (3 a 9 de maio deste ano), com relação ao período equivalente de 2020 (4 a 10 de maio). O crescimento ocorre depois do tombo histórico das vendas do ano passado.

O Dia das Mães apresentou crescimento acima do registrado na Páscoa, mas o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, aponta que ainda é “um crescimento fraco, pois tem como base dados fortemente impactados pelas restrições geradas pelo início da pandemia de Covid-19. É ainda um reflexo da redução do auxílio emergencial, altos índices de desemprego e aumento dos juros”, afirma. O fim de semana, de 7 a 9 de maio, teve queda de 1,0%.

Neste momento em que 15% da população brasileira se encontra imunizada com pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e com o avanço da vacinação para idosos com menos de 65 anos em grande parte do país, os brasileiros se sentiram mais encorajados a sair de casa e entusiasmados com a perspectiva de retomada de suas rotinas.

Esse sentimento de segurança certamente contribuiu positivamente para o aquecimento das compras de presentes para o Dia das Mães. Analistas da Kantar vislumbram um desempenho de vendas de FMCG (bens de consumo massivo) semelhante ao do ano passado ou ainda melhor, já que este ano, ao contrário de 2020, as lojas físicas estiveram abertas.

Mercado Livre

Regionais

De acordo com o Serasa Experian, a cidade de São Paulo também apresentou números positivos da semana, 5,5% e acompanhou a retração de sexta a domingo (-0,8%). No Rio Grande do Sul, o levantamento realizado pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre indicou que o Dia das Mães gerou bons resultados ao comércio local. No comparativo com 2019, quando as lojas estavam abertas e o cenário não era de pandemia, as vendas do setor ficaram, em média, apenas 2,4% aquém este ano. Já quando comparado a 2020, esse percentual saltou para 60% a mais. O tíquete médio também ficou semelhante ao de 2019, de R$ 240 por presente, aumento de 1,9% no valor indicado pelos lojistas naquele ano.

O destaque da pesquisa se dá para o comportamento de venda nos canais digitais, ambiente que recebeu mais investimento por parte de 66,7% dos lojistas este ano. Segundo o levantamento, quase um terço das lojas (30,7%) vendeu online para a data. Desse grupo, 62,5% afirmaram que o WhatsApp foi o meio mais utilizado, seguido do site da loja, com 20,8%, e do Instagram, com 16,7% das vendas.

No digital, o meio de pagamento que liderou as compras foi o PIX, utilizado em 41,7% das transações online. Pagamento por link foi usado em 33,3% das vendas, seguido de cartão, 35%, boleto, 8,3% e transferência bancária, também com 8,3% do total.

Ainda assim, 69,2% dos lojistas ouvidos pela pesquisa disseram que venderam somente pela loja física. Na análise das vendas em geral, considerando o físico e o online, 80,8% foram pagas parceladas no cartão ou crediário. Vendas realizadas à vista no débito e em dinheiro correspondem a 17,9% e via PIX apenas a 1,3%. O maior movimento no comércio presencial ocorreu no sábado, véspera da data. 

Cartões

De acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado, o faturamento do comércio cresceu 46,5% no Dia das Mães em comparação com a mesma data em 2020. As vendas presenciais subiram 48,9%, enquanto o e-commerce experimentou alta de 24,2%. O setor de maior destaque foi Vestuário, com crescimento de 202% e a região do país com melhor desempenho foi a Nordeste que teve uma alta nas vendas de 74%.

Segundo transações realizadas pela Rede, empresa de meios de pagamentos do Itaú Unibanco, o faturamento das vendas online no Dia das Mães (9) seguiu em alta, registrando aumento de 32%, em relação aos resultados apurados na celebração de 2020. A grande surpresa, entretanto, veio do aumento de 66% na receita movimentada pelas compras presenciais de 2021, no último domingo (9), contra os dados do ano passado.

Afinal, embora haja urgência na recuperação das perdas causadas pela covid-19, o vírus ainda está por toda a parte e a crise sanitária segue em curso. Considerando todas as transações realizadas via Rede, incluindo o comércio presencial e online, o último Dia das Mães registrou um acréscimo de 57% ao faturamento dos varejistas, se comparado a 2020.

Além dos itens de vestuário, que geraram incremento de 200% nas vendas, outros setores que se destacaram pelo bom desempenho relacionado à homenagem materna deste ano foram Beleza (+155%) e Restaurantes (+130%) - neste último, vale ressaltar que dados não incluem transações via aplicativos de delivery.

PME

As vendas para o Dia das Mães mais que duplicaram no Brasil quando analisadas as PMES, chegando a 580 mil pedidos. Os dados são do levantamento da Nuvemshop, plataforma de e-commerce com foco em pequenas e médias empresas. Em termos de valor transacionado pelas PMEs na plataforma, as lojas on-line venderam R$ 130 milhões, crescimento de 150% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os segmentos que mais faturaram neste período foram o de Moda (R$ 39,2 milhões), Acessórios (R$ 6,8 milhões), Saúde & Beleza (R$ 6,4 milhões), Casa & Jardim (R$4,5 milhões) e Eletrônicos (R$ 2,8 milhões).

Busca por cupons

O isolamento social provocado pela pandemia do novo Coronavírus está provocando mudanças nas compras para o Dia das Mães, segunda data mais importante do ano para o varejo. De acordo com o Cuponomia, portal que reúne cupons de desconto e cashback online, mais de oito milhões de cupons foram retirados do site durante o período.

O levantamento é um comparativo das últimas duas semanas do mês de março em relação à semana do Dia das Mães. Ainda de acordo com o portal, as vendas para a data aumentaram 140%. A categoria que apresentou o maior aumento foi a de smartphones, que cresceu três vezes no período. A venda de artigos de beleza também dobrou, seguida de móveis e decoração (130%) e eletrodomésticos (70%).

Análise 2020

A principal data comemorativa do primeiro semestre vinha de dois anos consecutivos de resultados no vermelho. Dados do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian mostraram que as vendas no varejo na semana do Dia das Mães (4 a 10 de maio de 2020) registraram queda de -30,7% com relação ao mesmo período de 2019. A retração se soma a queda de -1,4% que fora observada no Dia das Mães de 2019 e representa o pior resultado desde 2003, início da série histórica. Levando em conta apenas o fim de semana do Dia das Mães (8 a 10 de maio de 2020) houve queda de -30,1%, quando comparado com os dias equivalentes de 2019.

As lojas online, por outro lado, representaram crescimento bastante significativo na data comemorativa. O faturamento alcançado pelo e-commerce, no período, mais que dobrou em relação a 2019, passando de R$ 2,78 bilhões para R$ 6,02 bilhões, de acordo com dados da Compre&Confie, parceiro da Social Miner. O crescimento de 117% foi impulsionado, principalmente, pela quarentena imposta no país e pela praticidade de compra e entrega direta à presenteada.

A expectativa de que 67,9% dos consumidores pretendiam comprar algo no Dia das Mães 2020 (seguindo a pesquisa de intenção pré data comercial) se confirmou e refletiu diretamente nas vendas dos e-commerces.

O cenário mostrou ainda que as mulheres foram responsáveis por 54,8% dessas compras, sendo que 57% das conversões em livrarias foram feitas por elas. Já no segmento de bebidas, 66,31% foram feitas pelos homens.

Apesar do uso de smartphones estar crescendo significativamente, principalmente nesta quarentena, as compras pelo desktop ainda se destacam e representaram 65,2% das vendas no período. No entanto, a categoria de Moda e Acessórios foi a que obteve maior representatividade de vendas pelo mobile, sendo que 51,27% dos pedidos foram realizados através de dispositivos móveis.

Outro ponto que chamou a atenção na mudança do consumidor foi a data de realização da compra para a comemoração. Em um cenário de incertezas, provavelmente em resposta à crise da Covid-19, e com a necessidade de repensar investimentos com mais cautela, as compras acabaram sendo adiadas e o segundo maior pico de conversões que antecede o Dia das Mães aconteceu bem próximo ao evento, começando a partir do dia 4 e se estendendo até 8 de maio.

Avaliando as regiões, Sudeste (63%), Sul (15,4%) e Nordeste (13,1%) são as localizações que mais obtiveram representatividade nas compras para a data. Consequentemente, o Sudeste representa o maior número de vendas de todas as categorias de presentes, porém, também se destacaram: segmento de beleza no Nordeste, além de itens eletrônicos e de informática que foram bastante populares no Sul e Centro-Oeste.

Em tempos de compras a distância, questões logísticas também influenciaram diretamente na decisão de compra dos consumidores, e ter boas taxas de frete foi fator decisivo para conversão, o que pode ter influenciado as marcas apostarem nos descontos ou até no frete grátis, resultando em uma queda de 16% no valor pago pela entrega durante o evento, segundo dados da Compre&Confie.

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