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Comportamento do Consumidor

Brasileiro reduz consumo de carne em 2020

Pesquisa feita pelo GFI junto ao Ibope aponta que consumo de derivados também obteve queda. Oferta de produtos similares colabora para mudança de hábito

Por Priscilla Oliveira - 07/12/2020

Metade dos brasileiros reduziu o consumo de carnes nos últimos 12 meses, de acordo com uma pesquisa feita pelo The Good Food Institute Brasil (GFI) junto ao Ibope. O resultado aponta que o mercado plant-based vem ganhando mais aderência no país, assim como a busca por itens veganos. Dentre as pessoas que diminuíram o consumo de proteína animal, metade passou a consumir menos carne em cada refeição em vez de tirá-la do dia a dia.

Quase a maioria dos respondentes comeu carne bovina (47%) e de frango (43%) no máximo uma vez por semana - número ainda maior quando questionados sobre suínos (83%) e peixes (92%). O consumo de derivados de proteína animal também caiu: 42% disseram que consomem leite no máximo uma vez por semana, número ainda menor no caso de ovos (41%) e laticínios (36%).

A indústria vem colaborando para que a oferta de produtos similares aos de origem animal tenha mais adesão: 59% afirmaram ter comido alternativas vegetais ao menos uma vez por semana. Para escolher uma alternativa vegetal os fatores mais importantes são possuir sabor, aroma e textura semelhantes ao original (62%), ser o mais natural possível (60%) e valor nutricional igual ou melhor (59%).

Outra conclusão da pesquisa, que ouviu pessoas com renda acima de R$ 4.180,00 e foi bancada por 11 empresas de alimentos, é que o preço também é determinante para a decisão de compra. Apesar disso, 30% afirmaram estarem dispostos a pagar a mais se o produto tivesse aditivos naturais ao invés de artificiais, assim como não possuir gorduras saturadas e 26% não pagariam a mais por esses diferenciais.

O GFI também analisa que a base do crescimento da indústria de alternativas vegetais se apoia em um tripé: foco nos flexitarianos, melhoria contínua a partir do feedback dos clientes, com uso de tecnologias como inteligência artificial para formular receitas, e transparência. Entre o público consumidor mais predisposto a experimentar alternativas vegetais estão mulheres e jovens.

Os flexitarianos estão sendo responsáveis por uma grande transformação na indústria em busca de um estilo de vida mais saudável, como apontou o estudo “Alergia e intolerância alimentar: mais que um nicho, uma oportunidade de UX” – material exclusivo para assinantes do Mundo do Marketing Inteligência.

*Com informação do Globo Rural.