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Pesquisa

Brasileiros temem possível recessão econômica

Desemprego e quebra das empresas está entre preocupações durante pandemia. Colapso na saúde, no entanto, segue como maior medo, segundo estudo da Demanda Pesquisa

Por Priscilla Oliveira - 06/04/2020

A preocupação com algo que afeta o coletivo vem em primeiro lugar para o brasileiro. Há um forte temor pelo aumento do desemprego (50%) e uma eventual recessão econômica (43%), bem como a possível quebra de empresas (41%). O que mais preocupa a população no período de pandemia, no entanto, é o colapso no sistema brasileiro de saúde, segundo dados da pesquisa “Coronavírus e seu impacto no Brasil”, feita pela Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing. O medo de não poder contar com hospitais é mencionado por 52% dos entrevistados. Um ponto fora da curva nessa questão é o medo do desabastecimento: a paralisação na fabricação de produtos (6%) e a redução de oferta de produtos (6%) aflige pouco as pessoas.

Quando os grupos são separados por gênero, percebe-se uma diferença grande nas preocupações de homens e mulheres em alguns pontos. É possível identificar que as mulheres pensam um pouco mais na saúde enquanto homens pensam mais nas questões financeiras. Por exemplo, o colapso na saúde foi citado por 58% das mulheres e por 47% dos homens, já a falência das empresas foi lembrada por 39% e 43%, respectivamente.

Como canais de busca de informação sobre a pandemia e o Coronavírus, a internet foi a mais citada, por 86% dos entrevistados, seguida pela TV (72%) e o jornal impresso (50%). A consulta a amigos e parentes (22%) ficou bem acima das entidades da saúde, como unidades do SUS (5%), hospitais privados (4%), hospitais públicos (3%) e clínicas privadas (2%).

Sobre as alterações de rotina, entre as maiores privações estão as atividades ao ar livre (87%), eventos (83%) e visita a bares e restaurantes (82%). Nos cuidados com a higiene, os hábitos mais inseridos no dia-a-dia das pessoas foram lavar as mãos com maior frequência (93%), evitar beijos e abraços (90%) e o uso do álcool gel (90%).

Mudanças também foram identificadas no abastecimento do lar: 36% dos entrevistados disseram que modificaram seu comportamento de compra adquirindo mais itens do que o normal. Entre os produtos que tiveram maior aumento de consumo estão os alimentos não perecíveis (76%), produtos de higiene pessoal (60%) e produtos de limpeza doméstica (56%). Já os medicamentos estão sendo mais estocados por 36% dos entrevistados.

A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 21 de março, entrevistando 1065 pessoas de todo o país. Os resultados identificaram os níveis de preocupação, de atitudes tomadas para prevenção e de informação acerca da pandemia da Covid-19 (Coronavírus). O estudo tem nível de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3%.

Acesse a pesquisa “O impacto do Coronavírus no Brasil” – conteúdo exclusivo para assinantes.