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Supermercados devem preparar lojas para o envelhecimento do consumidor

Poder de consumo das pessoas com mais de 60 anos de idade deve atingir US$ 15 trilhões em todo o mundo até 2020 e lojas precisam estar adaptadas para atendê-los

Por | 18/01/2019

pauta@mundodomarketing.com.br

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Ao pensar em um ponto de venda, poucas empresas lembram de que a loja receberá públicos diferentes daquele para o qual o projeto foi desenvolvido. Um dos maiores exemplos disso é o fato de que há idosos que encontram alguma dificuldade quando estão fazendo compras em um supermercado.

Seja pelas letras pequenas nas seções ou nas embalagens, carrinhos de compra pesados demais, produtos expostos em gôndolas muito baixas, entre outros aspectos que desestimulam o consumo entre os idosos.

Por isso, cada vez mais as redes de supermercado brasileiras precisam ficar de olho neste perfil de consumidor e nas suas limitações, necessidades e desejos. Desta forma, as lojas passam a garantir a satisfação deste público durante o desenvolvimento de seu projeto.

Tudo isso só começou a ser levado em consideração com mais rigor pelos supermercados, devido ao aumento da valorização da experiência de compra, que alertou os varejistas sobre as necessidades do idoso nos pontos de venda não apenas pela sua capacidade física. De acordo com dados do IBGE de 2009, o percentual de brasileiros com mais de 60 anos de idade será 19% da população até o ano 2030.

Para efeito de comparação, em 2010 o Brasil contava com cerca de 20 milhões de pessoas acima dos 60 anos de idade e calcula-se que estes consumidores gastaram cerca de R$ 8,8 bilhões por mês em 2006, aproximadamente 5% do PIB do Brasil naquele ano.

Apesar dos números, ainda são poucas marcas que criam produtos e serviços especialmente para o consumidor idoso, assim como pesquisas e estudos atualizados sobre suas formas de consumo. O que mais se vê são empresas que, por acaso, acabam atendendo pessoas da terceira idade, mas na maioria dos casos não há o preparo para atender as reais necessidades deles.

A Ergonomia Organizacional, por exemplo, ajuda o colaborador a entender o comportamento de consumo do idoso dentro de um supermercado. Isto acontece porque ela consegue identificar os problemas e as soluções que permitam a volta ao fluxo operacional padrão apesar das alterações promovidas nas lojas.

Nota-se que o comportamento dos idosos nas lojas muda na medida em que ficam mais velhos e o principal aspecto é que não se deve observá-los com um todo, mas sim segmentar estratégias para pequenos grupos e então identificar os padrões de consumo.

Dentro de um supermercado, os idosos valorizam cada vez mais aspectos práticos do produto assim como facilidade de navegação no ambiente digital. Além disso, oferecer melhorias na experiência de compra, variedade de itens e outros serviços complementares, como farmácia e caixa eletrônico, podem ajudar a fidelizá-los.Vale lembrar que um dos principais atrativos para os idosos nas lojas são as conversas com colaboradores, conhecidos e amigos que frequentam ali também.

Ainda de acordo com outro estudo, da consultoria Mercado Sênior, os principais fatores de diferenciação para os consumidores com mais de 60 anos de idade são: comunicação in-store (estratégia que direciona o cliente na decisão de compra); experiência sensorial; iluminação; sinalização; temperatura; e novos equipamentos. Além disso, embalagens individuais também são bem vistas pelos idosos na hora de fazer compras nos supermercados.

Outra questão importante é o cuidado que as redes precisam ter ao desenvolver o projeto da loja baseado no conceito do "design universal". Isto porque uma empresa que consegue atender bem os clientes seniores, também atende bem todos os outros perfis de consumidor, porém se pensarmos de maneira inversa, este fato não se aplica.

A partir de agora, baseado nos estudos sobre o comportamento dos consumidores idosos, as redes podem começar a reconfigurar suas lojas. Para facilitar o entendimento do que uma loja deve agrupar em seu ambiente para satisfazer este enorme grupo de consumidores, listamos algumas principais medidas que podem melhorar a experiência dos mais velhos nos supermercados:

  • Corredores largos;
  • Maior sinalização nas seções;
  • Áreas de descanso e alimentação;
  • Sortimento adequado;
  • Embalagens menores, leves e legíveis;
  • Lojas em formato de vizinhança;
  • Serviços complementares;
  • Entregas;
  • Atendimento personalizado.

Para mais informações sobre o maior evento mundial de supermercados, acesse o site APAS Show.

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