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Ministro tenta manter a confiança do consumidor sem aumentar a inflação

Por | 25/03/2008

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Ministro tenta manter a confiança do consumidor sem aumentar a inflação 
Agência Brasil

O consumidor não precisa mudar o comportamento na hora de recorrer a empréstimos e a compras parceladas, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Não deve haver nenhuma preocupação. O consumidor vai continuar podendo comprar bens duráveis, como televisores, geladeiras e automóveis", assegurou.

Mantega admitiu que considera excessivo o volume de financiamentos de longo prazo, mas negou que o governo estude a limitação do número de parcelas para a compra de veículos, como alguns jornais chegaram a mencionar.

"Só falei que 80 ou 90 prestações talvez fosse um número excessivo, mas não falei que 36 meses seria o adequado", rebateu Mantega em relação aos financiamentos concedidos para aquisição de veículos.

Segundo o ministro, medidas para conter o crédito já foram tomadas quando, por exemplo, o governo aumentou para 0,38% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas, em janeiro, e a cobrança de compulsório sobre aplicações de empresas de leasing.

O ministro descartou ainda que o aquecimento da economia brasileira possa se refletir em aumento do índice da inflação neste ano. "No momento, não há um processo inflacionário preocupante no Brasil, apenas uma pressão externa provocada pelas commodities [bens primários com cotação no mercado internacional] e pelos alimentos, que devem baixar de preço quando começar a safra", destacou. "Se tirarem os alimentos, a inflação cai para abaixo da meta."

O boletim Focus do Banco Central, pesquisa semanal feita com cem instituições financeiras, mostrou que os analistas de mercado projetam inflação maior para este ano no atacado. A estimativa para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 5,20% para 5,42% e a previsão para Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) foi elevada de 5,36% para 5,43%. Os dois índices medem o preço principalmente no atacado.

Já a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2008 - índice oficial usado pelo governo, que mede a inflação para o consumidor - ficou inalterada em 4,44%, praticamente no centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%.

Economistas acreditam que o aumento da inflação poderia acarretar a elevação dos juros. Mantega, no entanto, disse que essa decisão (de aumentar a taxa de juros) cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

O ministro afirmou ainda que é necessário que se faça uma análise do sistema de crédito e das perspectivas de investimento dos setores da indústria com maior utilização da capacidade instalada para evitar uma escalada dos preços.

"Não vejo risco para agora, nem para 2009 ou 2010, justamente porque estamos nos antecipando. Quando nos preocupamos em estimular os investimentos, queremos aumentar a oferta desses setores", destacou. "O tipo de preocupação que nós temos é positiva, de quem está vivendo um momento favorável, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa", disse Mantega.

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