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Como o brasileiro vem reagindo à crise

Situação econômica do país mudou hábitos de consumo e apresentou desafios às empresas. Pesquisas e estudos orientam gestores a como lidar com as mudanças comportamentais

Por | 25/08/2017

priscilla@mundodomarketing.com.br

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A crise financeira enfrentada pelo Brasil desde 2015 impactou diretamente as empresas e trouxe mudanças no comportamento do consumidor. Ela não apresenta apenas desafios para as companhias, mas também oportunidades para investir em um relacionamento mais assertivo com os clientes, que passou a refletir melhor sobre as motivações para suas compras colocando em destaque à lealdade às marcas.

Apesar do leve crescimento nas vendas do Dia dos Pais de 2017 despertar a esperança de uma melhora na economia, alguns setores ainda estão reticentes em relação aos investimentos e retomada da confiança da população em ir às compras. As principais categorias que sofreram redução no consumo foram roupas e acessórios (83%), viagens, (72%), planos a longo prazo como casamento, filhos, cursos e viagens (70%), e finalmente a cesta de compras dos supermercados (67%), segundo a pesquisa Consumo X Crise, desenvolvida pela Opinion Box em parceria com o Mundo do Marketing.

O levantamento também traz um ranking com os hábitos que mais foram afetados pela contenção de gastos da população. A listagem inclui assistir televisão (paga ou aberta), levar refeições para o trabalho, investir em educação (cursos livres, pós-graduação), atividades físicas pagas, como academia, presentear, procedimentos estéticos visitas ao salão de beleza, lazer fora de casa como idas ao cinema, teatro, bares e boates e refeições fora do lar (restaurantes e afins).

Os efeitos nas gerações
A crise afetou os brasileiros de diferentes maneiras e em determinadas gerações ela foi sentida com menos impacto, como mostra o estudo desenvolvido pela Ferraz Pesquisa de Mercado. Além de apresentar os hábitos de mídia de cada grupo, a pesquisa identifica como o poder de compra destes diferentes grupos foi afetado e como estão de reestruturando diante da fragilidade do cenário econômico.

A geração Silenciosa, anterior à Baby Boomer, foi menos afetada pela instabilidade e um total de 34% dos pertencentes a essa faixa mantiveram seu poder de compra. A geração Z, entre seus 15 e 20 anos, foi a que apresentou uma percepção de crescimento, principalmente devido à iniciação no mercado de trabalho. Em contrapartida, a geração X, Y e Baby Bommer foram os grupos que tiveram uma queda mais acentuada no seu poder de compra, sendo que os integrantes da geração X os que tiveram a maior percepção da diminuição do seu consumo (74%). 

O estudo traz ainda as principais categorias que sofreram redução pela contenção de gatos dos brasileiros, desde entretenimento, passando a vestuário, cuidados pessoais, eletrônicos e uso do cartão de crédito. Outro tema abordado também é a fidelidade às marcas neste momento de instabilidade. A pesquisa mostra como cada um destes grupos se comportou em relação as suas marcas favoritas. Baixe o estudo para verificar na íntegra estas informações.

As mulheres também foram impactadas pelo momento econômico, que as fizeram cortar o supérfluo e passar a comprar apenas o essencial, segundo pesquisa feita pela Ferraz Pesquisa de Mercado. O estudo contou com mulheres das A, B e C no mês de julho de 2016. Elas também afirmam que o salário tem sido insuficiente e passaram a fazer racionamento, realizando uma contenção extrema de gastos.

As entrevistadas também afirmaram que as compras passaram a ser mais planejadas e as marcas passaram a ser deixadas em segundo plano. As mulheres das classes AB não deixaram de comprar, mas mudaram as marcas que estavam habituadas a consumir. Já as da classe C simplesmente deixaram de comprar itens que entram na seara do supérfluo. A pesquisa mostra ainda que além de infidelidade às marcas e maior planejamento das compras, a consumidora está negociando e parcelando mais suas compras, além de experimentar mais e apostar em iniciativas do tipo "faça você mesmo".

Futuro
Ainda que o cenário político e econômico parece estar mais estável, os consumidores seguem inseguros em relação aos gastos. É importante que as empresas entendam como os brasileiros se relacionam com o dinheiro antes de planejar uma nova ação, já que diversos fatores históricos e sociais influenciam a decisão de compra. Uma pesquisa desenvolvida pelo Itaú mostra como o brasileiro lida com seu dinheiro e quais fatores influenciam suas decisões neste cenário atual. Foram constituídas para a elaboração do estudo, nove categorias de insights a respeito de comportamentos relacionados ao dinheiro, como empréstimos, poupança, dívidas e itens supérfluos.

As próximas datas comemorativas serão decisivas para direcionar as estratégias para 2018, já que podem prenunciar uma alta no volume de compras. O fim do ano sempre foi o momento em que os consumidores deixavam de lado a desconfiança e apostavam em itens para presentear e levar à mesa. Por esse motivo, os empresários devem ficar atentos e agir assertivamente para garantir boas vendas. Veja 5 dicas para contornar a crise.

Tão importante quanto aumentar as vendas e o número de compradores, é impulsionar o valor do ticket médio para que mesmo as poucas compras sejam suficientes para aumentar o faturamento. Mais cauteloso com o dinheiro, esse cliente pesquisará mais onde gastar. Por isso é importante que as ações de relacionamento e de incentivo sejam bastante trabalhadas para que ele não se sinta propenso a comprar em outra loja.

Leia também: Crise muda comportamento de consumo dos brasileiros - estudo do Mundo do Marketing Inteligência.

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