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Remuneração em Marketing mantém estabilidade

Queda chegou a 10%, quanto para 72% os salários não sofreram reajuste. Já aqueles que tiveram aumento somam 18%. Digital, TI, Varejo e Vendas se destacam em melhores ganhos

Por | 13/06/2017

priscilla@mundodomarketing.com.br

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A instabilidade econômica afetou em cheio o bolso dos executivos, segundo levantamento realizado pela Michael Page. Oito em cada dez cargos analisados apresentaram remuneração estável ou em queda em relação ao mesmo estudo feito em 2015, de acordo com o Estudo de Remuneração 2017 da companhia. Na área de Marketing a queda chegou a 10% e a estabilidade a 72%. Já aqueles que tiveram aumento somaram 18%.

Nos últimos anos, a área passou por grandes transformações, no entanto, o departamento ainda precisa provar que não é aquele que mais gasta e sim, o que contribui de forma efetiva para os resultados financeiros. Os profissionais precisam, cada vez mais, ser capazes de medir os resultados de suas ações. Apesar disso, há uma valorização maior da área nas companhias para os profissionais com esta competência.

Os cargos de gerente de Produto e de diretor de Relações Institucionais no setor químico e agronegócio são exemplos de salários que tiveram quedas neste ano. No caso do gerente de produto, a remuneração média diminuiu de R$ 12,5 mil para R$ 10 mil enquanto a do diretor de RI recuou de R$ 30 mil para R$ 21,5 mil.

Digital e TI
Já no campo digital, a instabilidade econômica vivida pelo Brasil não foi impeditiva para que os progressos de negócios em plataformas online se desenvolvessem. Na realidade, o cenário é o exato oposto: usar de meios digitais tem sido a principal estratégia de negócios ligados ao varejo para expansão do alcance de suas vendas, bem como uma segunda plataforma de vendas que pode funcionar de maneira mais direcionada ao público-alvo através de promoções ou divulgação direcionada.

Dos 53 cargos listados nessa divisão, é possível apontar alguns destaques, como o salário de um Head de e-commerce em uma grande empresa, por exemplo, que pode chegar a R$ 55 mil. Já um cientista de dados pode chegar a uma remuneração de R$ 45 mil numa companhia de grande porte.

A área de tecnologia emprega atualmente cerca de 1,3 milhão de profissionais no Brasil. De acordo com a estimativa feita pela indústria de software e serviços, podemos afirmar que para os próximos quatro anos o país vai precisar de 750 mil profissionais para a área, dado que confirma grande movimentação no mercado de trabalho brasileiro. A área de tecnologia é cada vez mais estratégica, além de ser muito importante como suporte.

Como em todas as áreas, existem tendências de posições que tiveram incremento salarial devido à demanda atual, como segurança da informação, cientista de dados e inteligência de mercado, além das posições de especialistas em desenvolvimento web (IOS, Android) e algumas linguagens (Java, .Net e outras). Porém, o que diferencia os profissionais é o tempo de experiência, construção de cases de sucesso, idiomas e cursos complementares. A remuneração média de um gerente de vendas de software em empresa de grande porte passou de R$ 16 mil para R$ 20 mil. Um country manager de hardware de empresa de grande porte viu seus rendimentos médios saírem de R$ 32,5 mil para R$ 27,5 mil.

Vendas e Varejo
O varejo demonstrou um bom quadro em relação às remunerações. Ainda que o consumo tenha sofrido baixas, principalmente em decorrência da instabilidade da inflação, a alta dos preços e a diminuição do poder de compra da população, o setor reagiu às baixas com a procura por maior eficiência e profissionais capazes de combinar suas especialidades e estabelecer estratégias que possam contornar as adversidades da economia internacional, em busca da continuidade do crescimento do setor.

Um dos destaques nas remunerações em 2017 são os aumentos nos salários especificamente em empresas de médio e pequeno porte, ainda que os salários em empresas de maior porte ofereçam pacotes mais atrativos. A busca por força contra a concorrência e a necessidade de também atrair profissionais capazes de desenvolver novas estratégias e soluções, assim como as experiências e habilidades de aplicá-las, fazem com que as empresas menores do varejo também deixem seus salários cada vez mais atrativos.

Nessa área, a média de cargos que tiveram aumento foi de 27%, enquanto para 73% houve uma estabilidade, não havendo, portanto, queda salarial. A renda média de um diretor de loja do varejo alimentício de pequeno e médio porte subiu 56%, saltando de R$ 8 mil para R$ 12,5 mil.

Os profissionais de vendas também continuam sendo requisitados pelas empresas. De qualquer maneira, o perfil deste profissional ganha a cada ano uma diferente faceta, principalmente pelo papel de termômetro estratégico que a área de vendas desenvolve em um período de instabilidade.

O pacote de salários em 2016 mostrou-se de maneira geral conservador para as áreas. O cenário não demonstra grandes retrações como em outras áreas de atuação. A área que acabou sofrendo mais foi a de bens de capital, pois os investimentos acabaram caindo. O cargo que mais sofreu com a crise econômica em 2016 foi o engenheiro de vendas de logística e transporte em empresas de pequeno e médio porte. O salário médio passou de R$ 30 mil para R$ 27,5 mil. No caso do cargo de trade lane manager em empresas de grande porte, a remuneração média migrou de R$ 13 mil para R$ 15 mil.

Desafios
O segmento de Supply Chain está semelhante ao dos últimos anos, apenas com pequenas mudanças nos cargos de média gerência, principalmente nas indústrias, por causa das reduções de posições. Este ano, as empresas não investiram em novos projetos, estão apenas finalizando aqueles que já iniciaram, afetando assim cargos de gerente de operações e de projetos.

No segmento automotivo e metalúrgico a redução drástica nas vendas e na produção provocou uma grande mudança nas estratégias das empresas dessas áreas. Um dos grandes desafios é encontrar profissionais qualificados e especializados para atuar nessa divisão. Gerente de projetos e gerente de operações em companhias de pequeno e médio porte foram os cargos com maior redução média salarial no período, caindo de R$ 16,5 mil para R$ 13,5 mil.

Em todas as áreas, o cenário para o executivo de média e alta gerência é um pouco diferente daquele verificado há dois anos, quando os funcionários ainda conseguiam negociar melhores ganhos. Com a crise, as empresas foram afetadas e aumentando o desemprego. Para se recolocar, as pessoas estão tendo que negociar mais e, em muitos casos, com salários 10 a 20% inferiores à última ocupação.

Além do tradicional mapeamento de salários, neste ano a Michael Page entrou em contato com mais de três mil profissionais de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado atual. A empresa procurou entender como os profissionais enxergam sua carreira, a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração. Outras áreas avaliadas foram Saúde, Bancos, Jurídico, Financeiro e Tributário, Engenharia e Manufatura, Petróleo e Gás, Propriedade e Construção, Seguros e Recursos Humanos. A maioria dos setores pesquisados apresentaram mais cargos com manutenção ou perda da média salarial quando comparado com o levantamento anterior.

Leia mais: Tecnologia no Marketing exige novo perfil profissional - estudo exclusivo para assinantes do Mundo do Marketing Inteligência.

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