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Vendas do Dia das Mães mostra melhora do cenário econômico

Após três anos em queda, volume de compras foi 2% maior do que em 2016. Em São Paulo atividade do comércio foi ainda mais intensa, com aumento de 3,3%

Por Priscilla Oliveira - 16/05/2017

Após três anos em queda, o volume de vendas para o Dia das Mães mostrou um resultado positivo. O aumento de compras foi de 2% entre os dias 8 e 15 de maio em relação ao período equivalente de 2016 (2 a 8 de maio), quando houve queda nas vendas de 8,4%, a maior desde que o indicador foi criado, em 2003. Já no final de semana do Dia das Mães (12 a 14 de maior) o aumento nas vendas no país foi de 1,0% na comparação com o final de semana comemorativo da data de 2016 (6 a 8 de maio), segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.

Na cidade de São Paulo as vendas cresceram 3,3% frente à semana similar do ano anterior. No final de semana da data comemorativa desse ano o comércio da capital paulista registrou aumento de 0,6%. A redução consistente da inflação, a queda dos juros e o ingresso dos recursos do FGTS na economia foram os principais fatores que conseguiram gerar um resultado positivo para a venda do Dia das Mães, após dois anos seguidos de retração.

Essa melhora do cenário também foi percebida na atividade econômica em geral do país, que terminou o primeiro trimestre com expansão de 0,9%, caracterizando, portanto, o fim da recessão econômica que se estendeu por dois anos, isto é, desde o início de 2015. O recuo no período foi de 0,3% em março deste ano, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal).

Confiança do consumidor
A retomada da confiança de consumidores e empresários, a melhora na condução da política econômica, os recuos da inflação e da taxa de juros, aliados aos bons resultados da agropecuária e das exportações, contribuíram positivamente para tirar o país da recessão neste início de 2017. Pelo lado da oferta agregada, a agropecuária foi o grande destaque positivo da atividade econômica do primeiro trimestre de 2017, crescendo 10,8% em relação ao último trimestre de 2016.

O setor de serviços também teve desempenho positivo no primeiro trimestre de 2017, com alta de 0,3% perante o quarto trimestre de 2016. Já o setor industrial recuou 1,1% no primeiro trimestre de 2017. No acumulado do primeiro trimestre de 2017, quase todos os componentes da demanda agregada exibiram crescimento em relação ao último trimestre de 2016. As exportações foram o destaque com alta de 11,2% neste critério de comparação. Os investimentos cresceram 1,3% e o consumo das famílias 0,3%. Por outro lado, os gastos do governo recuaram 0,6%. Já as importações, que entram com sinal negativo no PIB, avançaram 5,3% no primeiro trimestre de 2017.