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Tendências em TI transformarão sociedade nos próximos anos

Estudo da Deloitte indica que ‘machine learning’ e frenagem autônoma de veículos tendem mudar forma com que pessoas lidam com aparelhos. Atualizações de dispositivos pedem atenção

Por | 11/04/2017

priscilla@mundodomarketing.com.br

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A velocidade com que novas tecnologias são implantadas impactará diretamente a indústria e consumidores nos próximos anos. O termo "machine learning", por exemplo, será amplamente utilizado com o update que smartphones ganharão. Em 2017, mais de 300 milhões desses aparelhos terão agregados capacidades de aprendizagem de máquina - o equivalente a mais de 20% de todas as unidades vendidas mundialmente neste ano, segundo a 16ª edição do estudo global Previsões em Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT Predictions 2017), da Deloitte.

A partir dessa tecnologia, um dispositivo "aprende", registra e implementa facilidades de navegação e utilização a partir da análise dos hábitos de seus usuários. O relatório mostra ainda como os dispositivos móveis serão capazes de executar tarefas a partir do aprendizado de máquina, mesmo sem conectividade, o que altera significativamente o modo como as pessoas interagem com a tecnologia em todos os níveis.

Além disso, ao longo do tempo, a aprendizagem de máquinas de acordo com o uso não será limitada apenas aos smartphones. Esse tipo de recurso poderá ser encontrado em milhões de dispositivos, como drones, tablets, carros, aparelhos de realidade virtual ou aumentada, instrumentos médicos, dispositivos de internet das e novas tecnologias ainda inéditas.

Outra importante inovação que tem o poder de transformar parte do mundo como conhecemos é a frenagem autônoma de veículos. A Deloitte prevê que em 2022, somente nos Estados Unidos, as mortes causadas por acidentes com veículos terão uma redução de seis mil casos - um declínio de 16% em relação aos números estimados para 2017.

O fator com maior influência sobre essa redução será provavelmente a popularização das tecnologias de frenagem automática de emergência. A Deloitte espera que essa tecnologia seja tão amplamente adotada, acessível e bem-sucedida em ajudar a salvar vidas que pode até mesmo estimular a desaceleração do movimento que busca produzir veículos 100% autônomos.

TI-como-serviço
Atualmente, a questão em foco não é apenas o desenvolvimento de novas tecnologias, mas especialmente como elas são adquiridas. Esta tendência está transformando a maneira como as pessoas vivem e trabalham. Até o final de 2018, segundo o estudo Previsões em TMT, os gastos com TI-como-serviço para data centers e software atingirão quase US$ 550 bilhões em todo o mundo, ante US$ 361 bilhões em 2016.

Apesar de a previsão ser de que os modelos de negócios flexíveis baseados no consumo não se tornem onipresentes até 2018 - já que os gastos específicos devem somar pouco mais de um terço (35%) de todos os desembolsos com TI -, acredita-se que os dispêndios com TI-como-serviço excedam meio trilhão de dólares e cresçam rapidamente. Esta mudança começará a transformar a maneira como o segmento de atuação em TI negocia, vende e compra tecnologias em todas as empresas do mundo.

Outras tendências relacionadas à TI
Em 2017, os ataques de DDoS (Distributes Denial-of-Service, em inglês) - que é uma forma de investida cibernética criminosa - tendem a se tornar maiores em escala, mais difíceis de mitigar e mais frequentes. De acordo com o estudo da Deloitte, estima-se que, em média, haja ataques que totalizem um terabit em volume de dados por mês, somados os cerca de mais de 10 milhões de ataques individuais no total. Isso equivale a uma média de ataques entre 1,25 gigabit e 1,5 gigabit por segundo.

Esta escalada de ameaças DDoS acontece em grande parte devido ao crescente do número de dispositivos ligados à tecnologia IoT; à disponibilidade online de metodologias de malware que permitem que "hackers" relativamente pouco qualificados controlem os inseguros dispositivos IoT para usá-los com o objetivo de lançar seus ataques; e também à popularização do acesso a velocidades de banda cada vez maiores.

A Deloitte observa ainda que o número de dispositivos ativos equipados com leitores de impressão digital provavelmente superará um bilhão de unidades pela primeira vez nestes primeiros meses de 2017. Cada sensor ativo tende a ser usado em média 30 vezes ao dia, somando mais de 10 trilhões de usos agregados globalmente ao longo do ano. Com o acelerado ritmo de acesso e de adoção dessa tecnologia, o desafio é determinar quais aplicativos adicionais podem usar leitores de impressão digital e outras opções de entrada por biometria para fornecer autenticação rápida e segura.

Outra tendência está relacionada à venda de tablets, que ficarão em menos de 165 milhões de unidades em 2017, uma queda de aproximadamente 10% em relação aos 182 milhões de aparelhos vendidos no ano passado. Isso sugere que o pico de demanda por esses dispositivos já foi ultrapassado. Embora os números variem de acordo com cada país, em relação aos dispositivos preferidos pelos usuários para desenvolver várias atividades, há três equipamentos que ultrapassam em larga escala a procura por tablets: TVs, smartphones e computadores.

O relatório também observa o crescimento da indústria de discos de vinil. Agora em 2017, o levantamento indica que esse segmento deve seguir em seu ressurgimento notável, aproximando-se da movimentação de US$ 1 bilhão no ano em receitas globalmente pela primeira vez neste milênio. Pelas projeções, o mercado do vinil deverá desfrutar de um sétimo ano consecutivo de crescimento de dois dígitos em 2017, o que representa 6% do total previsto para o mercado da música, estimado internacionalmente em cerca de US$ 15 bilhões para este ano. No entanto, é improvável que o segmento do vinil seja responsável pelo maior crescimento e faturamento do setor musical, sendo que o futuro do segmento seguirá centrado nas plataformas digitais.

Atenção aos dispositivos
A partir de 2022, pelo menos um quarto dos equipamentos e sistemas de navegação digital de precisão devem incluir um segmento voltado à orientação em áreas fechadas (como o interior de edificações), ou ser totalmente dedicados aos deslocamentos "indoor". Esse é um resultado cinco vezes maior que os menos de 5% desse tipo de utilização equivalentes agora em 2017. Para os dispositivos, a capacidade de localizar pessoas e objetos quando estiverem dentro de ambientes fechados será transformadora, beneficiando verticalmente a maioria dos setores, com impactos em governos, empresas e consumidores.

Outro ponto que as empresas precisam se atentar é a chegada do 5G. Passos determinados e significativos devem abrir espaço para a implantação da quinta geração da tecnologia para a transmissão móvel de dados e voz já a partir deste ano. Atualizações planejadas para as redes 4G em operação, bem como algumas experiências iniciais e limitadas de 5G, devem permitir a usuários e operadores familiarizarem-se com vários dos recursos mais importantes previstos para serem lançados nessa nova geração de tecnologia móvel, incluindo velocidades significativamente maiores, menor latência (tipo de atraso na comunicação) e suporte para dispositivos e sensores de IoT de baixo consumo de energia e baixo uso de dados.

Já em relação à publicidade, tendo em vista que as receitas nessa área relacionadas à TV nos Estados Unidos em 2017 devem se manter estáveis em relação ao resultado do ano passado, o setor pode comemorar esse dado como sendo positivo, pois trata-se de uma indústria muitas vezes considerada como decadente. Desta forma, conclui-se que estabilidade é "o novo crescimento" para o setor. Os investimentos em publicidade televisiva tendem a permanecer estáveis devido vários fatores, como: a robusta e constante contabilidade de visualização diária da TV; o fato de que a troca de canais durante os anúncios televisivos (o conhecido "zapping") tem sido relativamente limitada; os norte-americanos mais velhos estão assistindo um pouco mais de TV; e a opção de programação via streaming ainda não dispõe de recursos de TV adequados a certos tipos de anunciantes.

Deloitte, TI, Machine Learning, Tecnologia da Informação, Tendências 2017

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