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Pesquisa

Brasileiro pretende continuar economizando depois que a crise passar

Recessão mudou os hábitos dos consumidores que intensificaram a pesquisa por preços mais baixos e reduziram a frequência em atividades de entretenimento, dados são da PwC

Por Redação - 09/03/2017

A crise que atingiu a economia brasileira provocou importantes mudanças nos hábitos de compras da população. Com o desafio de fazer mais com menos ou pelo menos tentar manter as contas em dia, o consumidor aprendeu a pesquisar muito mais para encontrar os melhores preços e também abriu mão de muitos itens. Essa nova rotina trouxe ensinamentos e está fazendo com que o brasileiro tenha um consumo mais consciente. Quase a metade da população pretender continuar economizando mesmo quando a situação melhorar.

Isto é o que aponta o relatório Total Retail 2017, da PwC, que mostrou que em um cenário de melhora na economia, 41% dos brasileiros pretendem preservar os hábitos de consumo e poupar dinheiro. Outros 38% farão mais pagamentos à vista. Esse comportamento tende provocar maior competição no setor varejistas no país.

Com menos dinheiro, o consumidor está gastando sola de sapato: 63% dos entrevistados disseram ter realizado mais pesquisas de preço em diferentes varejistas para encontrar o menor preço e, dessa forma, economizar. Outras medidas adotadas pelos brasileiros para enfrentar a crise foram: redução de frequência de entretenimento (restaurante, bares, entre outros), adotada por 49% dos entrevistados; visitas mais frequentes a lojas em busca de ofertas (46%); e restrição de compras a artigos de primeira necessidade (43%).

E-commerce ganha força
As compras online estão ganhando relevância no Brasil nos últimos anos. Em 2012, 70% das pessoas afirmavam realizar compras em lojas físicas pelo menos uma vez por mês. Hoje, são 55%, a mesma porcentagem que afirma utilizar o computador mensalmente para fazer aquisições. O canal que apresentou maior crescimento foi o smartphone, que era usado por 15% das pessoas e, agora, por 31%. Entre os produtos que os consumidores brasileiros preferem adquirir online estão os livros, músicas, videogames e eletrônicos. Para as categorias alimentos, móveis, objetos de decoração e materiais de construção, os consumidores ainda preferem visitar a loja física para experimentar e testar produtos.

A pesquisa aponta ainda que, no Brasil, os dispositivos móveis são, na média, mais utilizados do que nos outros países: 53% dos brasileiros pesquisam produtos online, ante 44% da média mundial, e 45% comparam preço (globalmente, são 38%). Apesar de gostarem de receber ofertas em seus smartphones (53%) e de considerarem até a utilização dele no pagamento das compras (55%), a maioria dos consumidores brasileiros (64%) ainda teme pela segurança da privacidade de suas informações pessoais durante a compra online via dispositivos móveis.

Os fatores com maior importância para a experiência do consumidor nas compras em lojas físicas, e os graus de satisfação com tais fatores, também foram levantados. Para 88% dos entrevistados, o nível de conhecimento do vendedor em relação ao produto é importante ou muito importante, assim como a possibilidade de verificar estoque em outras lojas da rede ou on-line (80%) e ofertas personalizadas (73%). Porém, os consumidores apontaram níveis diferentes de satisfação com tais itens, dizendo-se satisfeitos ou muito satisfeitos 56%, 57% e 51% respectivamente aos fatores acima citados.

As mídias sociais também exercem um papel relevante: 40% dos brasileiros se sentem motivados a realizar uma compra ao visitar a página do varejista, enquanto 61% levam em consideração avaliações e comentários sobre o produto compartilhados nas redes.

A Total Retail é o levantamento anual da PwC sobre os hábitos de compra no varejo virtual e físico, realizado globalmente pelo sexto ano consecutivo. A pesquisa ouviu cerca de 24 mil consumidores em 29 países, entre eles cerca de 1.000 entrevistas no Brasil.

PwC, Comportamento do Consumidor, Crise, mudança, hábitos de compra, Recessão