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Brasileiro quer mais transparência e cumplicidade, a transparencidade

Termo criado pela agência Dim&Canzian aponta os novos valores da população em tempos de crise e o que ela espera do poder público e das marcas. Levantamento traz 10 insights

Por | 20/12/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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A severa crise econômica pela qual o país atravessa transformou completamente o brasileiro. Com menos dinheiro no bolso, ele ficou mais seletivo e muito mais consciente em suas escolhas, deixando de comprar por impulso. As relações sociais ganharam mais força e reunir amigos e parentes em casa se tornou a única opção para quem precisa se divertir sem gastar muito, o que reforçou ainda mais os laços. O estilo de vida mais saudável e a escolha por "comida de verdade", muito compartilhado nas redes sociais, está cada vez mais presente na vida desse consumidor, que está evitando alimentos industrializados.

Essas são algumas mudanças que vêm modificando a sociedade brasileira. Levantamento feito pela agência Dim&Canzian cria termo "Transparencidade" (junção de "transparência" e "cumplicidade") para definir os valores mais importantes nesse momento de Brasil. O estudo foi feito nas cinco regiões do Brasil e entrevistou, em profundidade, dezenas de brasileiros, somado à metodologia de etnografia. Foram 16 mil quilômetros percorridos, mais de 40 horas de voo e mais de 50 horas de entrevistas gravadas pela equipe da Dim&Canzian.

Os resultados trouxeram 10 big insights em áreas como saúde, alimentação, redes sociais, relacionamentos, consumo, mobilidade, além dos principais valores que vêm ganhando força e que movem as pessoas.

Veja os 10 insights que retratam o perfil desta nova sociedade:

1 - Relações: Em tempos de incerteza econômica, os brasileiros estão estreitando os laços e apertando o nó. Sair de casa ficou mais caro, mas nem por isso as pessoas pararam de se ver ou celebrar suas conquistas. As reuniões em casa, em torno da mesa para comer e beber com amigos e parentes, ganham força; assim como as relações familiares.

2 - Consumo consciente: Em tempos de crise, quem comprava por impulso passou a pensar duas vezes antes de adquirir supérfluos. A preferência é pelos itens básicos para casa. A recessão criou uma alavanca para o consumo mais consciente. Outra tendência é a procura maior por produtos usados e a venda direta entre amigos e vizinhos. A internet também impulsionou esta tendência, com sites que oferecem produtos de segunda mão com preço convidativo. A tendência da cultura maker, do faça-você-mesmo, ganha força. O mercado de assistência técnica aumenta porque as pessoas têm interesse em consertar ou reformar os produtos. A questão da mobilidade também ganha destaque: os carros estão sendo deixados de lado porque as pessoas não podem mantê-los, em um primeiro momento. Depois, as pessoas aderem a esse novo mindset de mobilidade e encontram outras maneiras de se locomover pelas cidades.

3 - Saúde: o investimento em saúde é o último gasto que o brasileiro considera cortar ou reduzir. Ter um plano de saúde se mantém como prioridade, já que a rede pública continua não transmitindo confiança para os usuários. Como alternativa, começa a surgir um segmento de atendimento express em clínicas e consultórios com preços populares.

4 - Alimentação: produtos industrializados estão perdendo espaço para comida feita em casa com alimentos mais saudáveis. Este crescimento vem promovendo um boom na demanda por conteúdo culinário na TV e no YouTube.

5 - Redes sociais: Em um mundo onde as pessoas não são ouvidas e se sentem cada vez mais sem voz, as redes sociais ganham status de palanque e militância, gerando empoderamento. Com a crise, as mídias sociais também viram alternativa de entretenimento possível.

6 - Marcas: os consumidores dependem cada vez menos das marcas para formar sua identidade e têm paixão por empresas que entreguem um serviço além do seu business. A crise tem gerado oportunidades para marcas novas, sem histórico. Não por acaso, as startups em todos os segmentos vêm ganhando espaço. Até mesmo no setor financeiro, onde conquista principalmente, os jovens.

7 - Geração de renda: a segunda e até terceira fonte de renda estão se tornando comuns em tempos de recessão. As pessoas estão transformando hobbies e expertises em negócio, com versatilidade e criatividade.

8 - Sonhos e medos: o maior medo é o de fracassar. Ainda assim, o maior sonho é ter tempo e, consequentemente, tranquilidade. O brasileiro quer "ser", mesmo que para isso precise "ter" menos. Os indivíduos buscam mais flexibilidade no trabalho e com isso tem aderido ao home office.

9 - Futuro do Brasil: se pudessem mudar um único aspecto do País seria a educação. A resposta foi unânime: 100% dos entrevistados destacaram este quesito quando falam e pensam em novos valores para o futuro.

10 - Valores: Transparência e Cumplicidade foram os dois valores que mais se destacaram entre os entrevistados. Este novo brasileiro quer transparência dos partidos políticos, das operadoras de telefonia, do síndico; e cumplicidade de quem está ao seu lado e das marcas com as quais se relaciona. Para definir a importância destes valores e do exercício deles, foi criada a palavra "Transparencidade".

Assista ao mini documentário:





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