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País envelhece rapidamente e idosos ainda são esquecidos pelas marcas

População acima de 80 anos no Brasil pode chegar a 19 milhões em 2060, um crescimento de mais de 27 vezes em relação a 1980. Mercado deverá se readequar para atender as demandas

Por | 28/10/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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O número de pessoas acima de 80 anos no Brasil pode passar de 19 milhões em 2060. A projeção é quase a metade do estimado na década de 1980 e representa um crescimento de mais de 27 vezes em relação há três décadas, quando o país tinha menos de um milhão de indivíduos nesta faixa etária. Para 2016 a projeção é de 3.458.279. A estimativa do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE) traz uma grande oportunidade para as empresas que queiram atender este público.

O aumento da expectativa de vida que em 1980 era de 62,58 anos, pode chegar a 81,22 anos, de acordo com a projeção do Instituto. Graças as melhores condições de vida e a ampliação do acesso à saúde, o brasileiro está vivendo mais. As informações fazem parte do estudo do IBGE, que nesta semana acrescentou as estimativas populacionais de 1980 a 1999 aos dados de 2000 a 2060, divulgados em 2013. As informações permitem que a série histórica tenha um intervalo de 80 anos.   

Na outra ponta da pirâmide etária, o estudo aponta que no país o grupo de crianças com até quatro anos deve representar praticamente a metade do estimado na década de 1980 (16.942.583). Em 2060, é possível que o número de pequenos seja de 8.935.08. Atualmente, segundo projeções do órgão, o país tem 14.545.488 crianças de 0 a 4 anos (2016). O número é justificado por conta da redução de números de filhos por mulher. Em 1980, a taxa de fecundidade total era estimada em 4,12 filhos por mulher, caindo para 2,39 em 2000. Para 2030, a Projeção de População estima uma fecundidade de 1,51 filhos por mulher, chegando a 1,50 em 2060.

Novos arranjos
Apesar de viver mais, os idosos estão deixando de lado a imagem de pessoas que precisam de cuidados extremos. Mais saudáveis e atuantes na sociedade, eles estão mudando os arranjos familiares com núcleos menores e até morando sozinhos. Os dados fazem parte do livro "Política Nacional do Idoso, Velhas e Novas Questões", apresentadas recentemente pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea). De acordo com o relatório, em 42,1% dos lares com idosos, eles vivem sozinhos ou com um companheiro(a) e sem filhos. 

O estudo que analisou os impactos das política que originou o Estatuto do Idoso, lançado em 1983, mostra ainda que dos homens idosos no mercado de trabalho, 51,6% são aposentados. Com o envelhecimento da população, as empresas, inclusive, devem estar preparadas para esta nova força de trabalho que será formada por pessoas mais experientes. O cenário provocará uma transformação laboral que já deve começar a ser pensadas pelas companhias que deverão ter estratégias específicas. A partir de 2060, a maior faixa de profissionais qualificados disponíveis no mercado de trabalho será formada por pessoas acima de 59 anos.

Essa reconfiguração das empresas será apenas um detalhe neste país mais idoso. Diferente de outras nações, o Brasil não enriqueceu antes de envelhecer e isso pode provocar desafios. Mesmo com parte da população idosa sendo responsável pelo sustento da família e tendo que permanecer no mercado de trabalho, há uma grande parcela de pessoas com tempo e dinheiro disponíveis que querem curtir a vida. Esta característica mais otimista, inclusive, é a que mais se destaca no país, como mostra a pesquisa Geração 6.0, realizada pela Officina Sophia, que aponta os três perfis atitudinais deste público

Com renda e com tempo, esses consumidores são cada vez mais ativos na economia e não devem e não podem ser negligenciados pelas marcas. As oportunidades chegam para qualquer setor e não somente para as indústrias que os têm como público-alvo. A nova terceira idade brasileira já está na internet e descobriu as facilidades do e-commerce, como mostra a pesquisa "Os 60+ e a Internet". De acordo com o levantamento, os sêniores conectados passam em média 57 navegando na internet por dia. Para quem atua com este público, este é mais um ponto de interação que deve ser levado em consideração.

O Brasil está envelhecendo e uma importante parcela da população acima dos 60 anos é responsável pela decisão de compra. Apesar deste cenário, muitas empresas ainda não incluíram os idosos em seus planos de comunicação, reforçando a falta de representatividade. Esses consumidores tendem a ser mais fiéis às marcas e por isso estabelecer um vínculo com eles é tão importante. As empresas que querem focar neste público devem se apressar, pois o tempo está passando rápido.

Veja mais sobre o perfil dos idosos que estão conectados na pesquisa "Os 60+ e a Internet". Realizado pela SeniorLab, este levantamento mostra quais são as principais plataformas de acesso, tempo de navegação e quais são os conteúdos mais buscados.

Conheça os 3 perfis atitudinais do idoso brasileiro na pesquisa "Geração 6.0", conduzida pela Officina Sophia, que os separou em Curtindo a Vida, Levando a Vida e Deixando a Vida. As características de cada um deles têm impacto direto na forma de consumo.





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