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Dívidas deixam 66% dos inadimplentes deprimidos, aponta SPC Brasil

Dois em cada três devedores se sentem deprimidos, tristes e desanimados e 17% reconhecem que por não conseguirem pagar as contas, passaram a descontar a ansiedade em algum vício

Por | 13/10/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Não é só o bolso que sai prejudicado quando o consumidor deixa de pagar as contas. Dívidas em excesso também podem ocasionar uma série de problemas emocionais e físicos, como ansiedade, angústia, alterações no apetite, dificuldades no relacionamento pessoal e até para pegar no sono. A conclusão é de um levantamento nacional realizado apenas com consumidores que têm contas em atraso há mais de 90 dias pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o levantamento, dois em cada três (65,6%) inadimplentes se sentem deprimidos, tristes e desanimados por estarem devendo e 16,8% reconhecem que por não conseguirem pagar as contas, passaram a descontar a ansiedade em algum vício, como cigarro, comida ou álcool, sobretudo as pessoas das classes C, D e E (17,5%).

A pesquisa mostra que em muitos casos a inadimplência altera negativamente o estado emocional dos consumidores, atingindo até mesmo a vida profissional e a saúde dos entrevistados. Depois que entraram na lista de devedores, seis em cada 10 (57,8%) inadimplentes admitem que ficaram com a autoestima mais baixa. Outros sentimentos que a maioria dos devedores passaram a desenvolver em algum grau foram a insegurança em não conseguir pagar as dívidas (69,6%), angústia (61,8%), ansiedade (59,8%) e estresse (57,6%).  Quatro em cada 10 inadimplentes (43,9%) sentem-se envergonhados perante a família e amigos por estarem nessa situação e 42,5% demonstram um alto grau de preocupação com as dívidas. 

Irritação e insônia
Da mesma forma, o humor de boa parte dos entrevistados é impactado pelo endividamento, causando abalos na vida social. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (47,2%) ou mal-humorado (45,8%), além de ter menos vontade de sair e socializar com outras pessoas (42,2%). A pesquisa também detectou que alguns devedores acabam apresentando comportamentos distintos. Enquanto uns sentem dificuldades para dormir (39,7%) e maior vontade de comer (21,4%), outros acabam desenvolvendo atitudes opostas, como perda de apetite (24,9%) e vontade fora do normal de dormir (20,6%), comprovando que as dívidas em atraso muitas vezes trazem prejuízos para o corpo e para a mente de quem está devendo.

A pesquisa mostra ainda que as dívidas afetam o ambiente profissional e o relacionamento social e familiar: 15,9% das pessoas que têm contas em atraso afirmaram ter ficado desatentas e pouco produtivas no trabalho ou nos estudos, enquanto 12,6% têm estado mais nervosos, cometendo agressões verbais a familiares e amigos e 7,6% já partiram até mesmo para agressões físicas.

39% fazem compras por impulso
A pesquisa demonstra que a origem da inadimplência e, consequentemente, dessas alterações comportamentais, está frequentemente relacionada a falta de autocontrole na hora de consumir e de planejamento financeiro. Quatro em cada dez (39,2%) consumidores inadimplentes têm o hábito de fazer compras por impulso, sobretudo as mulheres (43,1%). Isso faz com que mais de um terço (34,2%) das pessoas que têm dívidas em atraso viva fora do seu real padrão de vida, adquirindo produtos que superam a sua capacidade de pagamento.

Para alguns inadimplentes é difícil resistir a vontade de consumir, mesmo que para isso deixe de honrar compromissos financeiros. De acordo com o levantamento, 27,9% dos brasileiros com contas em atraso admitem, eventualmente, deixar de pagar alguma conta quando sentem vontade de comprar determinado produto. E esse consumo em excesso não passa batido pelas pessoas do círculo de convívio dos inadimplentes: 27,7% dos entrevistados disseram que ouvem comentários de amigos, familiares e conhecidos sobre as compras que faz. Ainda que eventualmente, a pesquisa descobriu que 22,9% dos inadimplentes escondem suas compras para evitar brigas na família - sobretudo as mulheres, com 26,3% de menções. Para 21,3% das pessoas ouvidas, a forma como gastam o dinheiro é motivo de brigas frequentes dentro da própria casa.

38% dos inadimplentes não controlam gastos com saídas
Na média, 37,1% dos inadimplentes entrevistados apresentam comportamentos inadequados com relação às práticas financeiras e 39,7% não sabem exatamente quanto tem para gastar do orçamento a cada mês. Quase um quarto (24,1%) dos entrevistados não costumam pesquisar preços e 22,8% não fazem um planejamento antes de realizar uma compra.

A pesquisa revela que muitos entrevistados não controlam seus gastos com lazer: 38,0% dos inadimplentes admitem perder a noção, ainda que algumas vezes, do quanto gastam com saídas a bares, restaurantes e festas, fazendo com que o orçamento fique extrapolado - índice que sobe para 48,9% entre os mais jovens.

Com tanto gasto sem planejamento, também não sobra tempo para pensar no amanhã. Seis em cada dez (66,6%) inadimplentes não têm o hábito de guardar dinheiro pensando no futuro e 80,2% deles não contam com uma poupança ou reserva financeira para realizar sonhos de consumo, como carro, viagens e casa própria.

Apesar de estarem com as contas atrasadas, 84,1% dos inadimplentes reconhecem que ter o nome limpo é um dos bens mais preciosos que uma pessoa pode ter.

A pesquisa ouviu 602 consumidores inadimplentes de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais com margem de confiança a 95%. 





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