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Brasileiros estão dispostos a pagar mais por alimentos mais saudáveis

Quase 7 em cada 10 consumidores gastariam mais por alimentos e bebidas livres de ingredientes indesejáveis, segundo o estudo global da Nielsen “O que há em nossa comida e mente?”

Por | 05/10/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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A maior parte dos brasileiros está disposta a pagar mais caro por alimentos mais saudáveis. Além da busca por mais qualidade e preocupação com a saúde, questões relacionados à intolerância ou alergia alimentar também pesam nesta decisão. Os dados são Estudo Global da Nielsen sobre "O que há em nossa comida e mente"?, realizado pela Nielsen, que mostra que 66% dos consumidores nacionais gastariam mais para adquirir alimentos e bebidas livres de ingredientes indesejáveis. Um terço dos entrevistados comenta ainda que alguém de sua casa sofre de alergia alimentar ou intolerância, sendo lactose ou produtos lácteos, frutos do mar e trigo (glúten) os mais comuns, na respectiva ordem.

A dieta baixa em gordura é a mais seguida pelos consumidores globais, principalmente na América Latina, região onde se evita em maior medida o seu consumo. Os brasileiros adotam principalmente uma alimentação com baixo teor de gordura (31%), uso consciente do açúcar (28%) e baixo teor de sódio (22%). Ao mesmo tempo, eles também se destacam por serem os menos adeptos a seguir alguma dieta restritiva na região latina (48% vs. 38% LatAm). Quando questionados sobre dietas por convicções pessoais, 23% dos brasileiros seguem alguma, como flexitarianismo (8%), vegetarianismo (5%), veganismo (3%), Kosher (1%) ou Halal (1%).

A mudança na alimentação ou a inclusão de itens mais saudáveis também fazem parte desta realidade. Eles tentam incluir mais aves (62%), grãos (57%), comida orgânica (57%) e ovos (56%) no consumo diário.  Ao mesmo tempo, eles se esforçam para excluir antibióticos e hormônios usados em produtos de origem animal (61%), com sódio (55%), com gorduras saturadas ou trans (54%) e com embalagens BPA (54%). O estudo apontou que esses itens são evitados principalmente por prejudicar a sua saúde do respondente e de sua família.

Em geral, o envelhecimento da população, consumidores conectados e com ferramentas para se informar sobre as particularidades de tudo que fazem e o que consomem, alimentos com propriedades medicinais e maior prevalência de doenças crônicas, são alguns dos fatores chaves que potencializam o interesse em hábitos alimentares e de consumo saudáveis.

Consumidor seletivo: oportunidade para fabricantes e varejistas
Em relação às ofertas atuais do mercado, 37% dos brasileiros mencionaram que suas necessidades nutricionais são totalmente supridas, enquanto 55% expressou que está parcialmente satisfeito e 9% nada satisfeito. Na busca por um estilo de vida mais saudável, os consumidores ressaltaram que há certos tipos de produtos que gostariam de encontrar nas prateleiras das lojas onde fazem suas compras.

Eles esperam achar mais produtos com atributos específicos, como 100% natural (68%), baixo teor/sem gordura (56%), baixo teor/sem açúcar (54%), orgânicos (52%) e baixo teor de sódio (52%). Para os novos alimentos que são desenvolvidos para necessidades ou preferências dietéticas especiais, 31% opta por produtos que ofereçam uma experiência totalmente nova em sabor, 32% os que são formulados para imitar outro e 37% não adota nenhum critério na hora da compra.

Em concordância com as expectativas nutricionais, 8 em cada 10 brasileiros na pesquisa consideram que a alimentação feita em casa é mais saudável e segura do que a preparada industrialmente; 76% se preocupa com o impacto a longo prazo dos ingredientes artificiais na saúde; 75% acredita que alimentos sem componentes artificiais sempre são mais saudáveis e 74% quer saber tudo que contém na comida.

Consumidores mais informados, maior sensibilidade alimentar, aumento de doenças crônicas, mudanças nos hábitos das famílias e das preferências nutricionais, representam grandes desafios e múltiplas oportunidades para a indústria e varejo de alimentos na região.

O mercado de saudabilidade é um dos que mais crescem no Brasil. Negócios focados em restrições alimentares saltaram 211,5% de 2009 a 2014 no país, passando de US$ 50,3 milhões para US$ 156,7 milhões. Intolerâncias vêm sendo mais diagnosticadas.
 
Veja mais sobre as tendência do mercado de bem-estar e alimentação saudável, em estudo disponível no Mundo do Marketing Inteligência. 

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