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Após meses de alta, confiança do micro e pequeno empresário cai 8,3%

Oscilação do indicador da SPC Brasil e CNDL reflete as incertezas da economia. Na comparação anual, empresários estão mais otimistas em relação aos seus negócios e à economia

Por | 03/10/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa de Varejo e Serviços (ICMPE) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) teve uma queda de 8,3% em setembro na comparação com agosto deste ano, registrando 46,0 pontos. O recuo acontece depois de quatro meses de crescimento no indicador - agosto foi o primeiro mês da série histórica em que a confiança superou o nível neutro de 50 pontos, com 50,17. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais confiantes estão os empresários. 

O resultado reflete o clima de incerteza diante dos impasses políticos e econômicos, mas comparando os dados de setembro com os de um ano atrás, a constatação é de que otimismo avançou com relação aos negócios e à economia: em ambos os quesitos, formou-se uma maioria relativa de empresários que se dizem otimistas com o futuro. Com o resultado do último mês, o dado volta a ficar abaixo do nível neutro, evidenciando uma percepção negativa do ambiente de negócios, apesar de melhor do que a verificada há um ano.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

Indicador de Condições Gerais recua e registra 27,3 pontos
O Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção do micro e pequeno empresariado sobre o desempenho de suas empresas e da economia brasileira nos últimos seis meses, também apresentou um recuo, passando de 31,6 pontos em agosto para 27,3 em setembro. O número ainda persiste abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que significa que, para a maioria dos micro e pequenos empresários, a situação econômica do país e de suas empresas apresentaram piora nos últimos meses. 

Em termos percentuais, 73,1% desses micro e pequenos empresários afirmam que a economia piorou no último semestre e apenas 8,1% relatam uma melhora. Em relação aos negócios, 63,1% consideram que houve piora nos últimos seis meses - proporção que era de 53,0% em agosto - e 11,6% consideram ter havido melhora. Entre os MPEs que relatam piora dos negócios, a crise está diretamente ligada às dificuldades encontradas: 69,3% dizem que, por causa dela, as vendas diminuíram. O aumento dos custos (10,1%), as dificuldades de alguns segmentos específicos (8,3%) e o aumento da inadimplência (8,1%) também pesaram.

Expectativas caem, mas se mantêm acima dos 50 pontos 
Mesmo com visões mais negativas em relação aos últimos seis meses, os micro e pequenos varejistas e prestadores de serviços projetam um futuro com expectativas mais positivas. O Indicador de Expectativas recuou de 64,11 pontos em agosto para 60,0 pontos em setembro - apesar da queda, o número está se encontra acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o assunto é o futuro da economia, 46,7% dos empresários manifestaram otimismo com os próximos seis meses e 22,6% manifestaram pessimismo. Já em relação ao próprio negócio, a proporção de otimistas sobe para 56,0% e a de pessimistas cai para 15,1%.

A maior parte dos empresários otimistas com a economia não sabe, porém, explicar suas razões: dizem apenas acreditar que as coisas irão ser resolvidas de alguma maneira (39,8%). Há também os que mencionam a resolução da crise política (26,2%), e os que acreditam que a inflação será controlada e o país retomará a rota de crescimento (13,6%). 

Entre os que manifestam otimismo com relação ao seu negócio, a razão predominante é o sentimento sem uma explicação aparente (32,8%), seguida pela expectativa de que a economia irá melhorar, com recuo da inflação, aumento das vagas de emprego e das vendas (26,8%). Outro dado positivo da sondagem é que 44,9% dos empresários esperam um aumento no faturamento dos seus negócios e apenas 9,1% esperam uma queda nos próximos seis meses.





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