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Confiança do consumidor no Brasil apresenta nova baixa

O índice declinou em dois pontos no primeiro trimestre do ano, atingindo a pontuação mais baixa (74) em 11 anos de histórico do estudo realizado pela Nielsen

Por | 31/05/2016

bianca.ribeiro@mundodomarketing.com.br

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A confiança do consumidor no Brasil caiu pelo sexto trimestre consecutivo. O índice declinou em dois pontos no primeiro trimestre do ano, atingindo a pontuação mais baixa (74) em 11 anos de histórico do estudo da Nielsen, que mede a percepção de perspectivas de empregos locais, finanças pessoais e intenções imediatas de gastos.

Ainda segundo a pesquisa, os dados de vendas nos três meses encerrados em fevereiro de 2016, apresentaram declínio de 2,1% em bens de consumo de alto giro, e metade das categorias analisadas sofreu uma migração para marcas mais acessíveis. O contexto incerto que o consumidor vive faz com que sua confiança, que é moldada por expectativas do presente e do futuro, fique abalada. Segundo o estudo global da Nielsen, 94% dos entrevistados acreditam que o país está em uma recessão econômica neste momento e 55% acham que a situação permanecerá assim nos próximos 12 meses.

Quase metade dos entrevistados brasileiros (46%) pensa que as oportunidades de emprego não estarão boas a média prazo (vs. 50% da região). No entanto, 44% acha que o estado de suas finanças pessoais estará melhor durante o mesmo período (vs. 46% da região). Esta situação não tão otimista faz com que os consumidores adotem um comportamento mais planejado e mais decidido a fazer escolhas para equilibrar o orçamento.

Com isso em mente, 47% dos entrevistados acreditam que não é um bom momento para gastar dinheiro (vs. 48% da região). Depois de cobrir os gastos essenciais, as principais prioridades deles para utilizar o dinheiro excedente são pagar dívidas, cartões de crédito e empréstimos (39%), entretenimento fora do lar (36%) e roupa nova (23%).

Na medida em que as condições econômicas melhorarem, 51% dos entrevistados pretendem continuar economizando em gás e eletricidade, 27% cortando gastos com telefone e 24% gastando menos com roupa nova.

O índice de confiança do consumidor global se manteve estável no primeiro trimestre de 2016 e inferior à pontuação base otimista de 100, subindo apenas um ponto (98). Este cenário reflete os diferentes níveis de confiança  em todas as regiões, incluindo a América Latina, que perdeu cinco pontos em comparação ao último trimestre do ano passado (78).

Na região latina, a confiança caiu em seis dos sete países medidos, com destaque para a  Argentina (75) e a Colômbia (83), que diminuíram 13 e 11 pontos, respectivamente. O Chile foi o único na região com aumento na confiança, subindo um ponto, a 80, em relação ao trimestre anterior.

Consumidor, Nielsen, Pesquisa, Confiança

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