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Marqueteiro de Dilma e Lula tem prisão decretada na Operação Lava Jato

João Santana teria recebido cerca de US$ 7 milhões, em contas no exterior, pagos pela Odebrecht. Publicitário está na República Dominicana trabalhando na reeleição de Danilo Medina

Por | 22/02/2016

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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O publicitário João Santana teve a prisão preventiva decretada na 23ª fase da operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. Além do "marqueteiro" responsável pelas campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014) e do ex-presidente Lula (2006), a construtora Odebrecht também está sendo alvo desta etapa intitulada "Acarajé". O título é uma referência usada pelos investigados para designar dinheiro. Há indícios de que Santana tenha recebido no exterior cerca de sete milhões de dólares em repasses feitos pela empreiteira. A mulher e sócia dele, Mônica Moura, também teve a prisão temporária decretada.

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão em propriedades do casal, que está na República Dominicana trabalhando na reeleição do presidente Danilo Medina. Os policiais estiveram na residência dele no condomínio Praia de Interlagos, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, e ainda em um apartamento no Corredor da Vitória, em bairro nobre da capital baiana.

O engenheiro Zwi Skornicki foi preso preventivamente e seria o operador financeiro do suposto esquema, responsável por mandar as quantias para fora do país. O consultor é representante da Keppel Fels, estaleiro de Cingapura que prestou serviços à Petrobras entre 2003 a 2009 no valor de US$ 6 bilhões. Um documento manuscrito enviado por Mônica a Zwi indicando duas contas no exterior, uma nos Estados Unidos e outra na Inglaterra teria chamado a atenção dos investigadores. Outro fato que levou o juiz Sérgio Moro a investigar o "marqueteiro" do PT foi uma anotação encontrada no aparelho de Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente da companhia, preso desde junho do ano passado. A mensagem endereçada a um executivo da construtora era "Dizer do risco conta suíça chegar na campanha dela".

A investigação corre em sigilo, mas fora antecipado por reportagem veiculada no jornal Folha de São Paulo. No sábado, os advogados do casal pediram acesso aos autos junto à 13ª Vara Federal de Curitiba. O pedido foi negado pelo juiz Sérgio Moro, que justificou: "Medida como rastreamento financeiro demanda para a sua eficácia sigilo sob risco de dissipação dos registros ou dos ativos. Como diz o ditado, dinheiro tem coração de coelho e patas de lebre". Mesmo com a decisão, Santana e Mônica, por meio de seus advogados, colocaram-se à disposição da Justiça.

Ao todo, cerca de 300 agentes da Polícia Federal cumprem 51 mandados judiciais em cidades do Rio de Janeiro - na capital, Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba - e em São Paulo - capital, Campinas e Poá -, além da Bahia. Todos os funcionários da Odebrecht foram dispensados e a polícia está na sede da empresa desde às seis horas da manhã. 

Em nota no portal da Pólis Propaganda e Marketing, agência de Marketing Político do casal, a empresa afirma estar em dia com a legislação brasileira. Veja a nota:

"É perda de tempo procurar caixa 2 na Pólis, simplesmente porque o grupo recolhe todos os impostos devidos. Por receber os recursos oficialmente, parte dos quais se transforma em tributos, a Pólis não oferece descontos. No mercado, tem fama de ser "careira". Na área de marketing político é a empresa que mais paga impostos no Brasil.

Pela lei brasileira, os pagamentos aos fornecedores de uma campanha política devem vir da conta oficial do partido, aberta especificamente para aquele fim. A Pólis conhece e segue essa regra. Todas nossas contas foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e os diversos tribunais regionais onde a Pólis fez campanhas.

O Grupo Pólis possui agências autônomas no Brasil, e em outros países. As empresas funcionam de forma independente, operacional e financeiramente. Não há trânsito de recursos entre elas. Valores recebidos de campanhas brasileiras sempre foram pagos no Brasil, e valores recebidos por campanhas no exterior foram pagos no exterior, seguindo as regras e a legislação de cada país.

Ainda que tenhamos que enfrentar constrangimentos passageiros que nos possam causar a má fé ou equívocos de terceiros, temos a segurança de que restará provado que jamais nos envolvemos em nenhum tipo de ação ilegal."

Lava Jato, Corrupção

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