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Quase metade dos brasileiros não controla o orçamento doméstico

Quatro em cada 10 consumidores dizem que não fazem um acompanhamento sistemático de suas finanças, sendo que 29,3% o fazem apenas “de cabeça”. Dados são do SPC e da CNDL

Por | 26/01/2016

bianca.ribeiro@mundodomarketing.com.br

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Os consumidores brasileiros assumem que não controlam o quanto gastam, não sabem quanto pagam de juros e não se planejam para imprevistos. Quatro em cada 10 consumidores dizem que não realizam um controle sistemático do orçamento, sendo que 29,3% o fazem apenas "de cabeça", ou seja, recorrem a um método pouco confiável para organizar suas finanças.

Os dados levantados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostram também que 53,9% dos entrevistados utilizam algum método para organizar e gerenciar seus recursos financeiros e dentre estes mecanismos, o mais comum é o caderno de anotações, mencionado por 29,8%, seguido pela planilha com 21,0% e pelos aplicativos digitais, com apenas 3,1%. O estudo destaca ainda que boa parte dos brasileiros reconhece a falta de organização para lidar com o próprio dinheiro. Menos da metade (48,1%) se considera organizada financeiramente.

A pesquisa constatou também que o controle dos gastos extras e de itens que não são considerados de primeira necessidade acaba ficando para o segundo plano em detrimento aos gastos fundamentais. Despesas com supermercados e contas de água e luz (93,5%) e também os rendimentos (90,1%) são anotados ao menos uma vez por mês pela maioria absoluta dos consultados. No entanto, apenas 39,5% dos consumidores anotam semanalmente os gastos com lazer, alimentação fora de casa, serviços de estética, roupas, sapatos e acessórios, por exemplo.

Educação financeira
Os entrevistados demostraram ter conhecimentos mínimos sobre quais atitudes tomar para fazer o controle de suas finanças, mas acabam falhando na hora de colocar as ideias em prática. Disciplina para registrar os ganhos e gastos (26,3%), recordar das compras em dinheiro que não estão no extrato bancário (19,4%) e falta de tempo (8,2%) são as principais dificuldades das quais o brasileiros mais se queixa na pesquisa.

Quando perguntados sobre quais práticas de educação financeira eles consideram ser mais importantes no dia a dia, 86,5% disse que juntar dinheiro para comprar algo à vista é a melhor solução, enquanto 74,4% disse pechinchar, mudar o local de comprar por outro com preços melhores (69,5%), poupar ou investir (67,2%) e economizar com despesas da casa (66,7%). No entanto, apesar da maior parte dos entrevistados atribuir alta importância a determinadas atitudes, a prática está longe de ser frequente na vida destes consumidores. Apenas 51,1% pesquisam preço antes de concretizar uma compra.

O levantamento também investigou qual é o grau de conhecimentos dos brasileiros sobre a sua situação financeira e três em cada dez consumidores admitem nem sempre saber qual será a sua tenda total do próximo mês e 17,4% reconhecem não ter plenos conhecimentos sobre o valor de suas contas básicas mensais. O percentual de pessoas que se perdem na quantidade de compras parceladas também é considerável, 26,4% disseram que nem sempre se atentam ao número de prestações que já possuem quando fazem nova compra a prazo.

Desconhecimento sobre juros
Quando o assunto são os gastos com juros, encargos, taxas e tarifas bancárias, o conhecimento também é insuficiente. Dentre os entrevistados, 60,0% afirmaram nem sempre saber os valores gastos anualmente com essas despesas e quase a metade (47,2%) diz não calcular com frequência o quanto estão pagando de juros quando fazem uma compra parcelada.

O número de pessoas que consegue terminar o mês com dinheiro sobrando teve uma queda neste último ano. Entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015, caiu para 60,9% para 41,1% o percentual de consumidores que alegam quase sempre pagar todas as suas contas e ainda fechar o mês com alguma sobra de dinheiro. Enquanto isso aumentou o número de brasileiros que terminam o mês no "zero a zero", a taxa foi de 21,6% para 37,8%. Também cresceu de 17,6% para 21% o percentual de brasileiros que nem sempre conseguem pagar as contas e acabam se endividando para não terminar o mês no vermelho.

Quando o orçamento não é o suficiente para quitar todas as contas, a maior parte dos entrevistados disse mudar de hábito, comprando coisas mais baratas e fazendo pesquisa de preço (44,2%) ou diminuindo gastos dentro de casa (30,7%). No entanto, há pessoas que se endividam ainda mais para poder pagar suas dívidas, 30,7% usam o cartão de crédito para comprar o que precisam, 28,9% sacam dinheiro da poupança e 23,3% pedem dinheiro emprestado a amigos e familiares, 16,8% deixam de pagar outras prestações e 14,8% usam o limite do cheque especial.

Pesquisa, SPC, Brasil

Leia também: Comportamentos do consumidor em tempos de crise. Pesquisa no Mundo do Marketing Inteligência.

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