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Lowe e FCB devolverão R$ 50 milhões aos cofres públicos

Agências assinam acordo de leniência com procuradores da Operação Lava Jato para livrarem os executivos do processo de corrupção. Empresas teriam selado contratos irregulares

Por Roberta Moraes - 19/10/2015

As agências de publicidade Lowe e FCB devolverão aos cofres públicos R$ 50 milhões. As empresas, que pertencem à multinacional americana Interpublic, assinaram acordo de leniência com o Ministério Público do Paraná para livrarem seus executivos de processo por corrupção. Elas também se comprometeram a ajudar nas investigações da Operação Lava Jato encaminhando às autoridades o resultado das auditorias internas. O pacto, fechado na sexta-feira, 16 de outubro, ainda precisa ser homologado pela Justiça.

A devolução do dinheiro, divulgada pela Folha de S.Paulo em reportagem neste domingo, 18 de outubro, é referente aos contratos irregulares de atendimento de contas publicitárias de órgãos públicos e estatais, como Petrobras, Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal. As empresas foram envolvidas na operação da Polícia Federal após a descoberta de que o publicitário Ricardo Hoffman, ex-Diretor Geral da Boghi/Lowe em Brasília, pagou propina ao ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) para ajudar na aquisição das contas das entidades governamentais.

Segundo as investigações, entre 2008 a 2015, a Borghi recebeu mais de R$ 1 bilhão da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde em verbas de comunicação. Já a FCB fechou contrato de mais de R$ 100 milhões com a Petrobras em 2014. A maior parte dos valores não ficou com as agências, pois foi destinada para a compra de espaços publicitários em veículos de comunicação, como jornais e TVs, para divulgação de anúncios.  

Hoffman foi demitido da Borghi no fim de 2014, após auditoria interna na agência. Ele foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 12 anos e 10 meses de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro e cumpre pena em Curitiba desde abril. Com o escândalo, a Lowe deixou de usar a marca Borghi no Brasil e passou a utilizar o novo nome global, Mullen Lowe. As empresas, agora, esperam fechar outro acordo com a Controladoria Geral da União (CGU).

Em nota, as empresas do grupo Interpublic, afirmam que “O acordo está relacionado a um ex-funcionário que violou o código de ética do nosso grupo. Continuamos nossos esforços para chegar a um acordo com outros órgãos governamentais de maneira satisfatória”.

Corrupção, Lava Jato, Polícia Federal, FCB, Borghi Lowe, Mullen Lowe, Interpublic