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Inadimplência cresce quase 5% no país, segundo levantamento do SPC

Alta da inflação e do desemprego impacta o orçamento doméstico, e famílias estão com mais dificuldade em arcar com as despesas fixas, como as contas de água e energia

Por | 10/09/2015

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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A situação financeira do brasileiro está ficando cada vez mais complicada. Com a deterioração do poder de compra, impactado pela alta da inflação e pelo aumento do desemprego, está ficando cada vez mais difícil para a população arcar com as despesas fixas. O atual cenário econômico está contribuindo para o aumento da inadimplência no país, que cresce 4,86% em agosto, em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizado em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O número de dívidas em atraso teve uma variação positiva de 6,28%, também na comparação anual.

A análise da variação mensal também mostra que o atraso nas contas aumenta a cada período. O número de devedores em atraso aumentou 0,65% em agosto, acima dos 0,38% de julho. Já o indicador de número de dívidas avançou 1,52% (0,07% no mês anterior), representando a maior alta do número de pendências para o mês de toda a série histórica. O SPC Brasil e a CNDL estimam que, em agosto deste ano, 57,3 milhões de consumidores estavam listados em cadastros de devedores inadimplentes por conta de pendências com atraso de pagamento. O número representa cerca de 39% da população brasileira adulta, entre 18 e 95 anos. Ao longo do ano, 2,7 milhões de nomes foram incluídos nos cadastros de inadimplentes.

A crise está impactando o orçamento doméstico em todo o país, mas as maiores altas foram registradas no Sudeste, de 1,24%, e no Nordeste, de 1,01%. O Centro-Oeste foi a região com menor variação mensal, com alta de 0,23% e abaixo da média nacional. Na variação anual, foi o Nordeste que apresentou a maior alta (5,56%), seguido do Centro-Oeste (5,53%) e Norte (3,96%).

A análise por setor credor mostrou, pelo quarto mês consecutivo, o setor de água e luz como principal destaque em relação ao crescimento anual da inadimplência: as dívidas em atraso neste segmento cresceram 13,89%, bem acima da média geral de 6,28%. O segmento foi destaque em três regiões do país, apresentando as maiores altas anuais do número de pendências: 46,67% no Centro-Oeste, 13,83% no Sudeste, e 12,21% no Nordeste. Em segundo lugar, aparecem as dívidas de bancos, que avançaram 10,28% e possuem participação de 48,61% do total de pendências no Brasil - no Sudeste sua representatividade é ainda mais expressiva, de 57,23%.

Dívida, Crise, Endividamento

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