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Número de empresas com contas em atraso cresce quase 10% em julho

O baixo crescimento da economia, queda da produção industrial, além de inflação e juros em patamares elevados estão impactando os orçamentos e dificultam que dívidas sejam honradas

Por | 24/08/2015

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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O número de empresas endividadas e com contas em atraso cresceu 9,57% em julho, em relação ao mesmo período no ano passado. O dado é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e mostra como o atual cenário econômico está impactando o orçamento e dificultando o pagamento de compromissos financeiros. O índice é a maior variação anual do indicador desde julho de 2013, quando o resultado registrado foi uma alta de 11,28%.

Na passagem de junho de 2015 para julho, sem ajuste sazonal, houve crescimento de 1,78% na quantidade de pessoas jurídicas inadimplentes. Além do aumento no número de empresas devedoras, houve também alta da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 9,83% a mais em julho deste ano, em relação a julho do ano passado. Na comparação mensal, entre julho de 2015 e junho do mesmo ano, o número de empresas com dívidas vencidas mais recentemente - atrasadas no período de até 90 dias - apresentaram crescimento de 11,83%. O que reforça que as adversidades por conta da recessão econômica estão piorando ao longo do ano.

Em julho, todos os ramos da economia apresentaram crescimento no número de inadimplentes. A abertura do indicador por segmento mostra que o setor de serviços, composto principalmente por bancos e financeiras, foi o que apresentou maior crescimento: alta de 14,11% na comparação entre julho de 2015 contra o mesmo mês do ano passado. A segunda maior alta ficou por conta das indústrias (10,24%), seguida pelos comerciantes (8,75%) e também pelas empresas que formam o ramo da agricultura (7,06%).

O setor do comércio concentra sozinho quase a metade (49,38%) do total de empresas devedoras. Dentre os setores credores, ou seja, aqueles que deixaram de receber os valores que lhes são devidos, o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras - instituições responsáveis por conceder empréstimos e linhas de financiamento -, é quem mais se destaca, concentrando 70,58% de todas as dívidas de pessoa jurídica no Brasil.

O Sudeste, responsável pela principal fatia do PIB nacional, é a região que concentra a maior parte das pessoas jurídicas inadimplentes (45,41%), seguido pelo Nordeste (19,80%) e pelo Sul (17,12%). A posição de destaque do Nordeste no ranking da inadimplência das empresas se explica, em parte, pelo fato de a região ter crescido de modo muito acelerado nos últimos anos, com muitas empresas lidando ainda recentemente com os novos instrumentos de financiamento.

O maior crescimento no número de empresas inadimplentes também foi registrado pelo Sudeste, onde a quantidade de devedores aumentou 14,40%, seguido pelo Centro-Oeste, cuja alta anual foi de 12,54%. O avanço menos expressivo ficou por conta do Sul, cuja variação apresentada no período foi de 7,03%. As regiões Nordeste e Norte apresentaram crescimento de 11,52% e 8,90%, respectivamente, na quantidade de empresas que não honraram compromissos financeiros.
 

Dívida, SPC, CNDL, Inadimplência

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