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No Brasil, 16% têm dinheiro apenas para o essencial

Pesquisa da Nielsen mostra que as despesas básicas estão consumindo a renda da população, que está reduzindo gastos com lazer e roupas. Intenção de quitar dívidas também caiu

Por | 21/08/2015

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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O aumento das contas fixas, como as de energia e água, está derrubando o poder de compra do brasileiro, que está cada vez mais endividado e sem ver o dinheiro sobrar no fim do mês. Diante do orçamento apertado e do salário acabando nas despesas essenciais, caem as intenções de gastos com entretenimento, roupas, tecnologia e até para a poupança. Entre o primeiro e segundo trimestres deste ano, aumentou em seis pontos percentuais o número de brasileiros que afirmaram que não sobram recursos no fim do mês após as despesas básicas - chegando a 16% do total. Sem dinheiro, fica mais difícil investir na caderneta de poupança. Nos primeiros meses do ano, 17% disseram que economizariam. Esse percentual caiu para 11% entre abril e junho.

Os dados são da Nielsen, que ouviu 500 brasileiros para saber como eles utilizam os recursos excedentes após cobrir as despesas essenciais. Entre os que gastavam com entretenimento fora do lar, a queda foi de seis pontos percentuais, passando de 43% para 37%. As viagens também estão sendo adiadas, passando de 26% para 21%. A intenção de gastos com produtos com novas tecnologias também perdeu espaço, variando de 27% para 23%. Chama atenção o número de pessoas que pretendem quitar as dívidas, que também sofreu queda, passando de 42% para 38%. A pesquisa foi realizada entre 11 e 29 de maio e cada entrevistado poderia escolher várias opções.

Os dados contribuíram para que a empresa de consultoria avaliasse o índice de confiança dos consumidores, e, por aqui, o resultado não é animador. O Brasil registrou 81 pontos. O aumento do desemprego, a recessão econômica e o aumento da inflação estão derrubando o otimismo do brasileiro. No levantamento global, a média entre os 60 países pesquisados ficou em 96 pontos, quatro abaixo do limite que avalia o otimismo e o pessimismo. Acima de 100 estão os otimistas. 

O pessimismo dos brasileiros contribuiu para derrubar o índice na América Latina, que conta ainda com o país com o menor patamar, a Venezuela, que tem 62 pontos. Por aqui, o sentimento em relação aos indicadores econômicos atinge novas baixas. As perspectivas futuras de trabalho diminuíram quatro pontos percentuais, chegando a 23%; o sentimento em relação às finanças pessoais diminuiu quatro pontos percentuais, indo a 56%; e as intenções de gastos imediatos caíram nove pontos percentuais, chegando a 32%. A percepção de que o país passa por uma recessão aumentou 5% e alcançou nove em cada 10 entrevistados. A economia ocupa o primeiro lugar das maiores preocupações no Brasil e na média da América Latina ao longo dos próximos seis meses. 

A confiança dos consumidores diminuiu em seis dos sete mercados latino-americanos medidos no segundo trimestre, com o Brasil (81) relatando a mais alta queda de sete pontos no índice em comparação com o primeiro trimestre. O índice do Peru (95) diminui quatro pontos, seguido por quedas de três pontos cada no Chile (84) e na Venezuela (62). A confiança do consumidor no México (84) e na Colômbia (93) diminuiu dois e um ponto, respectivamente, a partir do primeiro trimestre. A Argentina foi o único país medido na região com um aumento impulsionado na confiança, subindo seis pontos e atingindo o índice de 81 no segundo trimestre.

Economia, Nielsen, Crise

Leia também: Mudanças no comportamento dos consumidores diante da crise econômica. Pesquisa no Mundo do Marketing Inteligência.

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