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Inflação alta faz brasileiro consumir mais itens de marca própria

Por economia, consumidores buscam novas alternativas em rótulos que chegam a custar até 46% menos. Substituição por versões mais econômicas ocorre em todos os segmentos

Por Priscilla Oliveira - 18/08/2015

Com a inflação fazendo o preço de diversos produtos subirem, os consumidores vêm encontrando saídas para continuar a encher o carrinho. Atrás de preços baixos, as pessoas estão procurando cada vez mais os produtos de marca própria, que em alguns casos chegam a custar quase a metade do valor das marcas líderes. A substituição por versões mais econômicas tem ocorrido em todos os segmentos, desde alimentos até produtos de limpeza.

No Atacadista Roldão, uma das maiores referências do segmento no país, a venda de produtos marca própria aumentou 10% nos últimos meses. Em todo o país, esse segmento movimentou R$ 3,9 bilhões no ano passado e a expectativa para 2015 é de crescimento de 10% a 15%, de acordo com a previsão da Associação Brasileira de Marcas Próprias (ABMAPRO). Como esse tipo de item não necessita de investimentos em propaganda e Marketing, uma vez que tem sua visibilidade garantida junto com os esforços promocionais da rede, ele consegue oferecer um valor melhor com ingredientes e formulações semelhantes ao de demais empresas.

Em um pacote de um quilo de pão de queijo congelado, por exemplo, a diferença entre a marca líder e a marca própria chega a 37%. A diferença de preço na batata palha (pacote 400g) é de até 25%, na polpa de frutas congeladas (1kg) é de até 46% e entre os produtos para limpeza (a água Sanitária de cinco litros, por exemplo) é de até 27%. Já no preço do álcool (46,2 INPM) pode chegar a 26%.

A mudança de hábito de consumo é consequência da inflação. De acordo com dados do IBGE, no acumulado dos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 9,56%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (8,89%). A inflação dos alimentos também continua em alta: só em julho subiu 0,65% e no último ano a variação foi de 6,61%. Dos 373 produtos acompanhados pelo IBGE, 68,5% tiveram aumento de preços em julho. Ou seja, sete em cada 10 produtos tiveram aumento de preços no mês.

Inflação, Marca Própria, ABMAPRO