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Brasileiro está mais inseguro em relação ao emprego, futuro e compras

Índice Nacional da Confiança da Associação Comercial de São Paulo mantém baixa e mostra recorde queda da confiança na classe AB. Otimismo da classe DE ultrapassa a da classe C

Por | 10/06/2015

roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

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A confiança do consumidor segue em patamares baixos nunca antes registrados e traz um alerta para o varejo, já que compras, emprego e futuro preocupam os brasileiros. O Índice Nacional de Confiança da Associação Comercial de São Paulo referente a maio marcou 106 pontos em maio contra 104 em abril - o resultado está dentro da margem de erro, que é de três pontos. Em maio do ano passado o INC marcou 137 pontos e, no mesmo período de 2013, foram 153 pontos. O resultado de 104 pontos em abril de 2015 foi um recorde histórico - o pior resultado desde que a pesquisa começou, em 2005. Até então o recorde de baixa tinha sido de 111 pontos, em agosto de 2005.

Uma novidade no INC de maio é que a classe DE passou a ser a mais otimista, posição até então ocupada pela classe C. Na classe DE, a confiança foi de 116 pontos em maio contra 107 em abril, possivelmente pela continuidade de programas sociais, que não serão afetados pelos cortes, segundo o governo. A confiança da classe C ficou estável em 108 pontos em maio (um a menos que abril). Na contramão, a confiança da classe AB permaneceu no campo pessimista (abaixo de 100 pontos), atingindo novo recorde de baixa, com 84 pontos em maio sobre 86 em abril.

O INC aponta que, em maio, o consumidor brasileiro estava mais inseguro com relação a emprego, a investimento no futuro e a compra de produtos de médio e grande valores. De acordo com a pesquisa, 41% dos entrevistados estavam inseguros quanto a emprego e apenas 26% estavam seguros em maio. Em abril, esse placar era de 36% e 28%, respectivamente.

Quanto a investimento no futuro, 47% estavam menos confiantes para economizar para aposentadoria ou estudo dos filhos, por exemplo. E os mais confiantes somaram 26%. No mês anterior as parcelas foram de 40% e 28%. Já 59% dos consumidores estavam menos à vontade para comprar itens de maior valor (carro, casa) e 17% estavam mais à vontade. Em abril eram 53% e 20%, respectivamente.

A propensão para compra de menor valor também não é animadora. Os brasileiros que não estavam à vontade para adquirir eletrodomésticos somaram 51% em maio e os que estavam à vontade eram 25%. No mês anterior o placar foi de 42% contra 27%. A situação financeira pessoal atual era ruim para 40% dos entrevistados e boa para 35%. Em abril as parcelas eram de 38% e 35%. É pior a avaliação da economia nos próximos seis meses: 32% dos brasileiros opinaram que ela ficará mais fraca e 25% disseram que ficará mais forte. No mês anterior eram 28% e 27%, respectivamente.

A análise por regiões mostra que o índice varia de acordo com a área do país. O Sudeste permaneceu na zona do pessimismo (abaixo de 100 pontos), com INC de 97 pontos em maio - dois a mais em relação a abril. No Sul, a confiança foi de 107 pontos em maio - sete a mais do que no mês anterior. A alta pode ser explicada pela volta à normalidade no clima - em outros meses, eventos climáticos extremos levaram à queda da confiança. Com a garantia de continuidade dos programas sociais por parte do governo, o Nordeste foi a região mais otimista, com 115 pontos em maio - um a mais que abril. Já no Norte/Centro-Oeste, o INC marcou 111 pontos em maio contra 114 em abril.
 

Economia, Segurança, Varejo, Confiança, Insegurança

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