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Consumo em 2015 terá crescimento de apenas 0,1%

Cálculo é do IPC Maps. Ainda assim, alta não é desprezível se comparada à previsão para o PIB no ano, que deve registrar curva decrescente. Interiorização das compras é destaque

Por | 27/04/2015

renata.leite@mundodomarketing.com.br

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A potencialidade de consumo dos brasileiros deve chegar a R$ 3,7 trilhões em 2015, segundo estudo do IPC Maps. Apesar de uma comparação com o resultado de 2014 apontar para um crescimento de cerca de R$ 468 bilhões, cerca de 14,3% nominais, a alta real deve ser de apenas 0,1%. Os números do levantamento deste ano acabaram distorcidos por uma mudança no critério de medição do PIB pelo IBGE. Houve a inclusão de setores que, anteriormente, não eram considerados.

O crescimento quase nulo retrata o momento pelo qual passa a economia, mas, ainda assim, não pode ser tido como desprezível. "Considerando a perspectiva de retração do PIB em 0,5%, esse resultado mostra que o consumo registra alta superior à da economia. É ele que está sustentando o PIB para que ele não caia ainda mais", ressalta Marcos Pazzini, Diretor do IPC Maps responsável pelo estudo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Assim como o valor total de consumo foi impactado pelos novos cálculos do PIB, pelo IBGE, a distribuição desse consumo pelas classes econômicas também sofreu interferência do novo critério de classificação da ABEP. Como resultado, há maior concentração dos domicílios na classe média e de baixa renda (C e D/E) e redução nas classes A e B. O IPC Maps 2015 indica que o cenário de consumo do país será puxado pela Classe B.

Mudança de hábitos
O resultado indica ainda uma mudança nos hábitos de consumo da população, que, até o ano passado, reservava boa parte de sua renda para o pagamento de crediários. O consumidor está hoje menos disposto a se endividar e ter os parcelamentos em suas despesas, como resposta ao cenário econômico instável.

Os itens básicos lideram o consumo, como manutenção do lar, com 26,7%  (incorporam despesas com aluguéis, impostos, luz, água e gás);  alimentação, 17,1%, sendo 11,9% no domicílio, 5,2% fora dele e 1,2% com bebidas; transportes, 7,5%, sendo 4,7% com veículo próprio e transporte urbano com 2,8%; saúde, medicamentos, higiene pessoal e limpeza, 7,1%; vestuário e calçados, 4,6%;  materiais de construção, 4,4%;, seguidos de recreação  e viagens, 3,2%; eletrônicos-equipamentos,  2,3%; educação,  2,2%;  móveis e artigos do lar, 1,9%; e fumo, 0,6%.

Também chama a atenção a perda da participação das capitais no consumo nacional, que passou de 32,5% para 30%. O interior ganha destaque no crescimento. Com as novas metodologias, o Nordeste também perdeu participação do ano passado para este, embora continue na mesma posição. A Região Sul é que prevaleceu no resultado.

Segundo a previsão, a liderança no consumo é do Sudeste, que registrará uma participação de 49% em 2015, ante os 49,2% do ano passado. O Sul projeta elevação para 17,7%, contra os 16,8% consumidos em 2014. Já o Nordeste registrará a fatia de 19% (em 2014, foi de 19,5%) o Centro-Oeste ficará com 8,4% e o Norte 6%, ante os 8,5% e 6,0% registrados no ano anterior, respectivamente.

IPC Maps, consumo

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