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10 pontos que explicam o "rolezinho" sob a ótica do consumo

Relatório da F.biz destaca mudanças no comportamento do consumidor e questões culturais para analisar as "polêmicas" idas coletivas aos shoppings pelos jovens das classes C, D e E

Por | 23/01/2014

bruno.garcia@mundodomarketing.com.br

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A F.biz enumera 10 pontos que associam a moda do "rolezinho" a comportamentos ligados ao consumo e questões sociais. A empresa publicou o relatório em sua fanpage explicando os elementos que levam os jovens das classes menos favorecidas aos polêmicos "passeios coletivos". Conheça cada um dos fatores abordados na pesquisa da F.biz:

1) A ida ao shopping é um hábito comum na sociedade de consumo. O relatório destaca que o passeio no shopping nunca esteve vinculado a uma determinada classe social ou região. O fato de jovens da periferia estarem usando estes locais para se reunir não é nenhuma surpresa. Também não se trata de um movimento de cunho político ou social. O objetivo é apenas encontrar os amigos e se divertir.

2) Impacto da web. Graças às redes sociais, uma grande quantidade de jovens é capaz de se organizar para marcar o passeio. "Celebridades" da internet e cantores do funk ostentação também aproveitam este movimento para convidar seus fãs. A pesquisa indica que mobilizar o maior número de pessoas do espaço virtual para o espaço físico é um sinônimo de popularidade para os seus organizadores.

3) Mídia ampliou o destaque dos eventos. A cobertura da mídia ajudou a popularizar ainda mais este tipo de evento. "Em dezembro de 2013, o encontro de jovens atingiu seu possível ápice e virou pauta na mídia mundial. A ação da Polícia Militar para dispersar os 6.000 participantes concentrados no Shopping Metrô Itaquera colocou o assunto na televisão, nos jornais e na mesa dos administradores desses estabelecimentos comerciais", diz um dos trechos do trabalho da F.biz.

4) Decisão dos shoppings ajudou a ampliar a polêmica. A F.biz destaca a decisão de um shopping de São Paulo que obteve uma liminar na justiça para proibir um rolezinho organizado no Facebook. Isso levou outros estabelecimentos a adotarem medida semelhante, e a atitude foi classificada como racista e preconceituosa por diversas entidades, que prontamente organizaram manifestações como resposta.

5) Registro e compartilhamento nas redes sociais. Outro ponto destacado no relatório é que nestes encontros, tudo é registrado por máquinas fotográficas digitais e smartphones, para depois ser compartilhado no Facebook, YouTube e Instagram.  Este conteúdo serve para reforçar estilo de vida e consumo.

6) Funk ostentação é a trilha sonora dos rolezinhos. Este tipo de música faz referência a bens de consumo relacionados à aparência e ao estilo de seus artistas. "Roupas de grife, bebidas finas e carros de luxo são usados nas letras para criar uma imagem de poder. Influenciado por esse cenário musical, o rolezinho também faz parte do fenômeno da ostentação. Nele, é preciso vestir o que há de melhor para atrair olhares e provocar inveja nos demais frequentadores", explica o relatório da F.biz.

7) Caros e identificáveis. Os produtos e marcas admirados pelo público dos rolezinhos não são apenas caros. Eles precisam ser facilmente identificáveis pelos demais. Por esta razão, os jovens dão preferência a itens cujos modelos são facilmente reconhecidos, seja por suas cores vibrantes ou logomarcas grandes. 

8) Escolha dos shoppings. .A escolha dos centros comerciais para os encontros estão ligados a dois fatores, de acordo com a F.biz. Como o consumo está muito atrelado ao comportamento destes jovens, o shopping se mostra uma excelente opção por ser um local que concentra as marcas desejadas. Por ser um espaço aberto, ele também  serve como vitrine e autoexpressão do grupo.

9) Jovens da periferia mas com dinheiro para consumir. Embora sejam jovens da periferia e de classes menos favorecidas, os frequentadores dos rolezinhos têm dinheiro disponível para gastar com aparência e beleza. "Salários inteiros são utilizados em uma compra, que pode ser comparada a valores gastos pela classe A em um dia no shopping. Parcelado ou à vista, o importante é adquirir o produto original das marcas mais cobiçadas", explica o relatório.

10) Marcas de luxo se associam aos rolezinhos. Como todo este comportamento está ligado ao status e à ostentação, estes jovens amam marcas como Apple, Lacoste, Adidas, Victoria´s Secret, Hollister California, Hyundai, Johnnie Walker e Chandon. "Marcas desenvolvidas com o ideal de luxo dialogam − e muito bem − com a galera do rolezinho. Engana-se quem acha que elas são só para a classe A: a classe emergente também é um importante consumidor", afirma a F.biz.

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