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Redes socias mostram força com manifestações pelo Brasil

Protestos recentes contra o governo mostram a força do coletivo conectado pelas plataformas online e apontam para possíveis mudanças na relação entre empresas e consumidores

Por | 24/06/2013

bruno.garcia@mundodomarketing.com.br

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protestos,redes sociais,engajamento,mídias sociaisOs recentes protestos pelo Brasil contra a corrupção e problemas ligados à saúde, transporte público e educação ganharam amplitude a partir do uso das redes sociais e podem representar uma mudança de paradigma no comportamento e utilização que o brasileiro faz destas plataformas. Seja usando no papel de cidadão ou enquanto consumidor, o usuário teve uma amostra nas últimas semanas da força que ações coletivas podem ganhar, repercutindo no online e também no offline. A mobilização conquistada pelas passeatas representa um marco para a história política e digital do país.

Na semana entre os dias 16 e 21, ápice dos protestos, a hashtag #vemprarua teve uma média diária de 39,9 mil menções. O pico foi observado na quinta-feira, dia 20, com mais de 64 mil citações apenas no Twitter. Durante todo o período observado, foram 279 mil referências no microblog. Os dados são do Scup, que fez o monitoramento das redes sociais neste período, e estima-se que 40 milhões de pessoas tenham sido impactadas diariamente pelo conteúdo. No total, 280 milhões de internautas de todo o mundo tiveram contato com as mensagens.

A hashtag  #ogiganteacordou, por sua vez, atingiu 276 mil menções somando Twitter, Facebook e YouTube, e teve uma abrangência de 161 milhões de pessoas. O pico foi registrado na terça-feira, dia 18, com pouco mais de 60 mil citações nas redes sociais. Os números mostram que o internauta brasileiro está aprendendo a usar as plataformas digitais não apenas para o entretenimento, mas também para a mobilização. "Os movimentos ganham força em rede. Veja que os protestos começaram pequenos e ganharam força a partir do momento que as redes sociais narraram em tempo real os abusos que estavam sendo cometidos", explica Miguel Gouveia, Sócio Diretor da Brains@Work, em entrevista ao Mundo do Marketing.

protestos,redes sociais,engajamento,mídias sociaisParalelo com a relação entre marcas e clientes
A movimentação pelas redes sociais começou pequena e poderia ter sido evitada se o governo estivesse mais atento ao diálogo travado na internet. Como nenhuma atitude foi tomada e com o conteúdo das passeatas sendo postadas com uma velocidade bem maior que a mídia tradicional, o movimento ganhou uma adesão muito grande.  "O Brasil não está todo no Facebook, mas ali encontramos uma importante fatia de brasileiros. É um termômetro. A nossa classe política ainda não está preparada para isso. Se simplesmente monitorassem, com certeza seriam capazes de responder às críticas com maior assertividade e prestariam atenção nos pontos que realmente são o foco das reclamações", analisa Miguel Gouveia.

E se as pessoas perceberam o poder da mobilização enquanto cidadãos, é provável que passem a se mobilizar também para garantir os seus direitos enquanto consumidores.  "A velocidade em que as informações trafegam e as pessoas se conectam é muito grande. Hoje são questões públicas, mas amanhã podem ser clientes reclamando sobre um produto ou serviço específico. E mesmo quando um movimento ganha as ruas, ele continua reverberando na web. Os reflexos se mantêm no offline e no online", afirma David Reck, Sócio da Agência Enken.

As plataformas sociais ainda são encaradas sob a ótica do entretenimento e não possuem o mesmo apelo que os veículos de comunicação tradicional. Mas com o aprendizado dos últimos acontecimentos, fica claro que elas podem ser o canal mais indicado para mobilizações. "Na hora que estes consumidores ficam insatisfeitos, se encontram nas redes e criam sinergia diante dos mesmos tópicos, um movimento tem início. No caso dos protestos, se o governo tivesse pautado sua conduta pelo básico da gestão de crises em redes sociais, o resultado teria sido bem diferente", complementa Reck.

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