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Mercado

Gradiente promete voltar ao mercado no primeiro semestre de 2012

Empresa realizará engenharia financeira para retornar aos pontos de venda. Fundador da companhia acredita que a marca ainda é forte entre os consumidores

Por Letícia Alasse - 03/01/2011

 

A Gradiente voltará ao mercado em abril de 2012, após um período de cinco anos, quando entrou em uma crise financeira. A informação foi dada ontem, dia 2, pelo presidente e fundador da companhia Eugênio Staub.

A companhia apostará no setor de informática, com a fabricação de notebooks e tablets para brigar com a concorrência. A CBTD planeja produzir 30 mil tablets no primeiro momento e aumentar a produção nos próximos anos. Em 2013, o objetivo é chegar a 120 mil unidades. A categoria de eletroeletrônicos continuará sendo o carro-chefe da empresa. A Gradiente acredita que a marca ainda é muito forte entre os consumidores e, aos poucos, conquistará a fatia do mercado que tinha no passado.

Para retornar à produção, a companhia, que 2007 era detentora de 15% do mercado de áudio e vídeo no Brasil, fará uma engenharia financeira que envolverá três empresas: a atual controladora da marca Gradiente, a IGB, a Companhia Brasileira de Tecnologia Digital  (CBTD) e a HAG. A IGB negociou a locação da marca com a CBTD por R$ 389,6 milhões pelo prazo de nove anos. Também será feita a troca de ações da empresa, listada na bolsa de valores desde 1974, por uma que abrirá o capital neste ano.

Ao mesmo tempo, a arrendadora emitiu privadamente debêntures conversíveis em ações no valor de R$ 68 milhões. Os papéis foram adquiridos pelo Fundo de Investimento em Participações Enseada (FIP Enseada), que conta com aportes da Agência de Fomento do Estado do Amazonas e dos fundos de pensão Petros e Funcef, além da empresa americana Jabil, fabricante de eletroeletrônicos. A FIP Enseada ficará com 60% da CBTD.

Por meio do acordo, todos os recursos obtidos com o arrendamento da marca irão para a quitação do passivo da IGB, que chega a cerca de R$ 500 milhões. Os outros 40% ficarão com a HAG, que no primeiro trimestre deste ano fará uma oferta pública de ações (OPA) voltada aos 2,5 mil acionistas da IGB. A proposta será de 10 ações da HAG para cada ação da IGB. Ao final da operação, a família Staub terá 51% da nova empresa.

Gradiente, mercado, Eugênio Staub