Retrô: o antigo agora é novo 16 de junho de 2011

Retrô: o antigo agora é novo

         

A tendência apresenta dois diferentes consumidores: os que buscam novidades e os que gostam e admiram um produto antigo

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<p>Por Fernanda Scuro*<br /> <br /> Atual é ser retrô. Essa frase pode parecer estranha para muitos leitores, mas a verdade é que ao analisar o comportamento, principalmente dos jovens da atualidade e das marcas, nos mais variados setores como moda, eletrônicos, cinema, música, indústria automobilística, entre outros, notamos uma verdadeira onda baseada nos mais diversos movimentos retrôs.       <br /> <br /> Você já deve ter ouvido falar em Oldschool, Vintage? São alguns exemplos de movimentos retrôs que marcam época e conquistam, cada vez mais, o público jovem. Será a necessidade de ser autêntico? Diferente? Afinal, é isso que os jovens gostam e procuram uma maneira de se diferenciar, sair da rotina e do comum.</p> <p>Os principais estudiosos definem a Geração Y, jovens entre 18 e 27 anos, como pessoas sempre ligadas, que falam a sua própria língua e são influenciadas pelos amigos. São emocionalmente inseguros e, ao mesmo tempo, decididos. Procuram fama e reconhecimento, além de novas experiências, as mais variadas, diferentes e inexploradas, todas as características que relaciono com o mundo retrô.</p> <p>Em nossa atualidade, na qual as coisas se tornam rapidamente obsoletas, o retrô apresenta dois diferentes consumidores: os que adoram novidades e buscam as tendências de moda e os que gostam e admiram um produto antigo.<br /> <br /> Os jovens valorizam as marcas e produtos que conservam suas embalagens antigas, que não alteram os seus valores e a sua essência durante sua trajetória. Independente de moderno ou retrô, o produto ou marca precisa de diferenciação para atrair os jovens, para falar a língua deles e conquistar a sua atenção. <br /> <br /> Hoje ser retrô se tornou chique, um símbolo de status para os jovens. Com isso muitas marcas atentas a este mercado reconheceram e investiram nesse perfil como, por exemplo, o frigobar retrô da Brastemp, que mistura o passado da década de 1960 com o design atual.<br /> <br /> Portanto, fica a pergunta: seria uma oportunidade para as marcas tradicionais também assumir esta onda e tornar-se popular entre os jovens?<br /> <br /> <em>*Fernanda Scuro é publicitária graduada pela FAAP e atendimento de contas corporativas na B2, agência especializada em marketing e eventos para o público jovem.</em></p>


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