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Para Cofundador da Netflix, pensar como consumidor é determinante

Mitch Lowe afirmou durante Oracle Open World 2018 que empresas devem se colocar na visão do usuário ao planejar novas estratégias se quiserem sobreviver

Por | 27/06/2018

priscilla@mundodomarketing.com.br

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co-fundador da Netflix, Mitch LoweA inovação é uma meta perseguida por grande parte das companhias que buscam se destacar frente à concorrência e conquistar um lugar de destaque junto ao consumidor. Muitas, no entanto, cometem um erro básico ao pensar apenas nas ferramentas e deixar a experiência do consumidor de lado. Durante o Oracle Open World 2018, o cofundador da Netflix, Mitch Lowe afirmou que os gestores devem conhecer seu produto como quem o consome.

Isso significa que as empresas devem se colocar na visão do usuário ao planejar novas estratégias. Durante o evento, ele chegou a contar que a Netflix contratou algumas centenas de pessoas para passar o dia inteiro assistindo aos filmes da plataforma para oferecer mais assertividade ao consumidor na forma como os produtos foram categorizados. O resultado deu certo e hoje a companhia já soma 100 milhões de usuários espalhados por 130 países, que assistem a 125 milhões de horas de vídeo na plataforma diariamente.

Um dos segredos ao trabalhar tendo o consumidor como foco é ser ágil e oferecer personalização. "Entregávamos DVD´s pelo correio nos Estados Unidos. Uma vez, em Denver, uma pessoa nos disse: quando eu pedi o DVD, eu queria assistir a uma comédia, mas quando ele chegou, três dias depois, eu queria assistir a um drama. Então passamos a construir centros de distribuição no país, para que todos os assinantes pudessem receber o pedido em um dia", contou Mitch Lowe no Oracle Open World 2018.

Olhar para o futuro
Foi olhando para as lacunas presentes em sua categoria que a Netflix ganhou o mundo. Com a ascensão do streaming, foi possível agilizar ainda mais o processo: nenhum método de envio era mais rápido do que um clique no mouse ou controle. Além disso, ele implantou a personalização, algo que um dia foi tendência e hoje é mais do que necessidade.

Durante a palestra, Lowe afirmou que trabalhar olhando para frente e não para o passado é o que move a companhia. Se as demais empresas estiverem conectadas com o futuro, elas não perderão espaço para as concorrentes. Ele ainda citou grandes nomes do mercado que poderiam ter agido com disrupção "Empresas como o Hilton e Marriott deveriam ter feito o Airbnb", salientou o empresário.

Mitch viu seu maior concorrente fechar as portas por também não acompanhar a evolução e atender a demanda do consumidor. A Blockbuster encerrou as atividades em 2013, enquanto a Netflix atingiu um valor de mercado de mais de US$ 180 bilhões. O final poderia ter sido diferente, uma vez que a Netflix se ofereceu para a então maior rede de locadoras por US$ 50 milhões, no início dos anos 2000.

Para o gestor de uma das empresas mais inovadoras do mundo as empresas "devem saber o que o consumidor quer antes dele pedir" - foi o que faltou para a Blockbuster e é o que falta para outras empresas.

Tecnologia, conteúdo e equipe
Hoje, a Netflix tem como foco eliminar processos para facilitar a vida do usuário, utilizando a tecnologia como base de uma experiência mais intuitiva. Por outro lado, ela também compreendeu que investir em conteúdo era essencial para se destacar no mercado. Foram gastos cerca de US$ 8 bilhões em conteúdo e em um estúdio com produções próprias - algumas séries de sucesso sob a chancela da Netflix são Black Mirror, House of Cards, Orange iI The New Black, Narcos e Stranger Things.

Ao mesmo tempo, o investimento em tecnologia é fundamental para se aproximarem dos seus clientes. Estar em qualquer dispositivo permite que a plataforma siga com o consumidor onde para quer que ele deseje. Ouvir as reclamações e sugestões também são importantes para que se possa fazer uma melhor entrega.

Para que todo esse trabalho seja feito com sucesso, Mitch afirma que uma boa equipe é mais do que necessária e por isso eles mantém a política de "não trabalhar com imbecis" ("no assholes policy"). "Queremos pessoas divertidas a nossa volta, que saibam tomar decisões e saibam o que estão fazendo, porque não precisamos de tantas reuniões. Se você tem muitas reuniões, provavelmente seu funcionário não sabe o que fazer", contou.

Para ele, alguns comportamentos são determinantes: profissionais autoconscientes, motivadores e disciplinados, que possuam capacidade de agir como líderes e que nunca digam: esse não é meu trabalho. A Netflix procura colocar em sua equipe colaboradores com atitudes de donos e que estejam dispostos a zelar pela empresa em todos os níveis. "Sempre buscamos pessoas que realmente amam o negócio e que querem fazer a diferença. Não podemos ter pessoas que contaminem o ambiente", afirmou o Cofundador da Netflix.





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